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Operação Ártemis investiga falsificação de certificados para atender crianças com TEA

Policiais se reunindo para cumprimento dos mandados da Operação Ártemis.
Foto: MPPR
Operação Ártemis investiga falsificação de certificados para atender crianças com TEA
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 7 de maio de 2026 às 13h54 - Modificado em 7 de maio de 2026 às 16h22

O núcleo de Francisco Beltrão do Gaeco, do Ministério Público do Paraná (MPPR), com apoio do Gaeco de Santa Catarina, deflagrou nesta quinta-feira (7) a terceira fase da Operação Ártemis. A ação investiga a possível falsificação de certificados de cursos técnicos e de pós-graduação por clínicas de fonoaudiologia.

Segundo as apurações, o objetivo seria permitir que os estabelecimentos participassem de processos licitatórios do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims) para atendimentos especializados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que possuem remuneração mais elevada.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências e clínicas nos municípios de Quedas do Iguaçu e Vitorino, no Paraná, e em São Lourenço do Oeste.

O Juízo Criminal de Pato Branco determinou ainda:

  • sequestro de aproximadamente R$ 300 mil em contas bancárias dos investigados;
  • arresto de dois veículos;
  • suspensão de contratos de atendimento especializado com o Conims;
  • uso de tornozeleira eletrônica pelas duas principais suspeitas.

Investigação começou em 2024

As investigações tiveram início em 2024 e apontam a falsificação de carimbos, receituários e atestados médicos. Conforme o Gaeco, um médico proprietário de clínica em Santa Catarina teria colaborado conscientemente com o esquema.

(Com informações MPPR)

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