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Policial penal que matou tesoureiro do PT tem prisão domiciliar concedida pela Justiça

Policial penal que matou tesoureiro do PT tem prisão domiciliar concedida pela Justiça
Foto: Reprodução/Redes sociais
Policial penal que matou tesoureiro do PT tem prisão domiciliar concedida pela Justiça
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 31 de março de 2026 às 13h21 - Modificado em 31 de março de 2026 às 13h21

O policial penal Jorge José da Rocha Guaranho teve sua prisão domiciliar determinada pela Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Ele foi condenado pelo assassinato de Marcelo Arruda.

De acordo com o despacho judicial, a medida foi autorizada devido ao grave estado de saúde do condenado, que apresenta sequelas permanentes de politraumatismo, incluindo limitações motoras, dor crônica e dependência para atividades básicas. A decisão aponta que o sistema prisional não possui estrutura adequada para o tratamento clínico necessário.

Com isso, a Justiça determinou o cumprimento da pena em regime domiciliar com monitoramento eletrônico. Entre as condições estão permanência integral na residência, autorização prévia para saídas — exceto em urgências médicas — e uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. O prazo mínimo de monitoração foi fixado em 365 dias, com possibilidade de reavaliação.

O Ministério Público do Paraná manifestou-se favorável à medida após análise de laudos médicos. A defesa afirmou, em nota, que recebeu a decisão com responsabilidade e destacou que a medida adequa o cumprimento da pena às condições de saúde do réu.

O caso

O homicídio ocorreu durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha como tema o Partido dos Trabalhadores, em um clube de Foz do Iguaçu, na noite de 9 de julho de 2022. Segundo a investigação, Guaranho invadiu o local e atirou após uma discussão política.

O caso teve repercussão nacional e foi condenado por autoridades e entidades. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com a família da vítima e prestou solidariedade.

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