Defesa prepara 14º pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro após nova internação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro prepara um novo pedido de prisão domiciliar após a internação do político na última sexta-feira (13). Os advogados aguardam apenas um laudo médico atualizado para protocolar a solicitação no Supremo Tribunal Federal.
Este será o 14º pedido apresentado pela defesa desde a prisão do ex-presidente. Os advogados argumentam que o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados que não poderiam ser garantidos em ambiente prisional.
O advogado Paulo Cunha Bueno comentou o caso nas redes sociais. Ele afirmou que a defesa tem insistido na necessidade de transferência do ex-presidente para a custódia domiciliar.
“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, escreveu o advogado.
Bolsonaro foi preso em 22 de novembro de 2025. Desde então, os advogados já protocolaram 13 solicitações para a mudança do regime de detenção.
O primeiro pedido ocorreu ainda antes da prisão formal. A defesa apresentou a solicitação em 21 de novembro, quando o ex-presidente ainda permanecia em sua residência, em Brasília.
Na sequência, os advogados voltaram a recorrer à Justiça após a transferência de Bolsonaro para a superintendência da Polícia Federal. Outros pedidos ocorreram em diferentes momentos relacionados ao estado de saúde do ex-presidente.
A defesa também solicitou prisão domiciliar antes da cirurgia realizada para tratar uma hérnia. Novos pedidos foram apresentados após a alta hospitalar e depois de um episódio em que Bolsonaro sofreu uma queda enquanto dormia na prisão.
Evolução no quadro clínico
Enquanto a equipe jurídica prepara o novo pedido, boletins médicos indicam evolução no quadro clínico do ex-presidente. Um relatório divulgado no domingo (15) apresentou detalhes sobre o estado de saúde.
De acordo com o boletim, Bolsonaro apresentou estabilidade clínica e melhora da função renal. No entanto, exames apontaram nova elevação de marcadores inflamatórios no sangue.
Por causa dessas alterações, a equipe médica decidiu ampliar a cobertura de antibióticos. O objetivo é reforçar o tratamento e combater o quadro infeccioso.
O boletim também informa que o ex-presidente segue sob acompanhamento médico intensivo. A equipe médica intensificou a fisioterapia respiratória e motora durante o período de internação.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star. A unidade acompanha a evolução clínica e realiza exames periódicos para avaliar a resposta ao tratamento.
A expectativa da equipe médica é que o ex-presidente permaneça internado entre sete e 14 dias. O período pode variar conforme a reação do organismo ao uso dos antibióticos.
Os advogados aguardam o novo laudo médico para anexar ao pedido de prisão domiciliar. O documento deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal nos próximos dias.
Especialistas avaliam que a decisão dependerá da análise do estado de saúde e das condições de tratamento disponíveis fora do ambiente hospitalar.





