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Irmã de vítima de feminicídio diz que acusado já havia tentado matar Vanessa em ocasião anterior

Irmã de vítima de feminicídio diz que acusado já havia tentado matar Vanessa em ocasião anterior
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 11 de março de 2026 às 10h50 - Modificado em 11 de março de 2026 às 16h01

A irmã de Vanessa dos Santos da Cunha, vítima de feminicídio em Umuarama, afirmou em entrevista que o policial penal Carlos Adriano Botelho de Assis, réu pelo assassinato, teria tentado tirar a vida da vítima meses antes do crime que levou o caso ao Tribunal do Júri de Umuarama. O julgamento de Assis começou às 9h da manhã desta quarta-feira (11).

Patrícia Gabriela, de 24 anos, disse que a família espera a condenação do réu e relatou o sofrimento após a morte da irmã. “A gente está sofrendo muito e espera que a lei seja feita. A forma como ele machucou ela foi muito cruel. Quando eu reconheci o corpo foi uma cena muito difícil para mim”, lamentou.

Segundo Patrícia, as duas mantinham contato frequente e Vanessa costumava relatar episódios de agressão durante o relacionamento. “A gente ficava muito junto. Ela contava que ele era agressivo, que sempre batia nela. Ela tinha medo, mas também dizia que gostava dele e acabava aceitando o que estava acontecendo”, disse.

A irmã também relatou um episódio anterior em que Vanessa teria escapado de uma tentativa de feminicídio. “Uns dois meses antes ele tentou matar ela. Ela conseguiu sair correndo e fugir. Ela ficou internada e foi encontrada desmaiada. Naquele dia ele não conseguiu”, contou.

De acordo com Patrícia, depois desse episódio sua irmã estava tentando resolver algumas questões pessoais e, nesse momento, o acusado teve sucesso no crime. “Ele teve a oportunidade e fez o que fez, sem dó, sem pena”, afirmou.

A família acompanha o julgamento no Fórum da Comarca de Umuarama e pede a condenação máxima do acusado. “E ainda é pouco, porque nada vai trazer minha irmã de volta. A dor que a gente carrega é para sempre”, finalizou.

Carlos Adriano Botelho de Assis responde pela morte de Vanessa, ocorrida em 28 de outubro de 2022. Segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), a vítima foi morta com mais de 50 golpes de faca. O júri popular deve ouvir testemunhas, além do interrogatório do acusado, antes da decisão dos jurados.

Julgamento de policial penal tem pedido de adiamento após ausência de testemunha
O réu, Carlos Adriano Botelho de Assis. – Foto: Danilo Martins/OBemdito

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