Irmã de vítima de feminicídio diz que acusado já havia tentado matar Vanessa em ocasião anterior
A irmã de Vanessa dos Santos da Cunha, vítima de feminicídio em Umuarama, afirmou em entrevista que o policial penal Carlos Adriano Botelho de Assis, réu pelo assassinato, teria tentado tirar a vida da vítima meses antes do crime que levou o caso ao Tribunal do Júri de Umuarama. O julgamento de Assis começou às 9h da manhã desta quarta-feira (11).
Patrícia Gabriela, de 24 anos, disse que a família espera a condenação do réu e relatou o sofrimento após a morte da irmã. “A gente está sofrendo muito e espera que a lei seja feita. A forma como ele machucou ela foi muito cruel. Quando eu reconheci o corpo foi uma cena muito difícil para mim”, lamentou.
Segundo Patrícia, as duas mantinham contato frequente e Vanessa costumava relatar episódios de agressão durante o relacionamento. “A gente ficava muito junto. Ela contava que ele era agressivo, que sempre batia nela. Ela tinha medo, mas também dizia que gostava dele e acabava aceitando o que estava acontecendo”, disse.
A irmã também relatou um episódio anterior em que Vanessa teria escapado de uma tentativa de feminicídio. “Uns dois meses antes ele tentou matar ela. Ela conseguiu sair correndo e fugir. Ela ficou internada e foi encontrada desmaiada. Naquele dia ele não conseguiu”, contou.
De acordo com Patrícia, depois desse episódio sua irmã estava tentando resolver algumas questões pessoais e, nesse momento, o acusado teve sucesso no crime. “Ele teve a oportunidade e fez o que fez, sem dó, sem pena”, afirmou.
A família acompanha o julgamento no Fórum da Comarca de Umuarama e pede a condenação máxima do acusado. “E ainda é pouco, porque nada vai trazer minha irmã de volta. A dor que a gente carrega é para sempre”, finalizou.
Carlos Adriano Botelho de Assis responde pela morte de Vanessa, ocorrida em 28 de outubro de 2022. Segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), a vítima foi morta com mais de 50 golpes de faca. O júri popular deve ouvir testemunhas, além do interrogatório do acusado, antes da decisão dos jurados.






