Foto: Vagner Delaporte/OBemdito
A segunda balsa para travessia do rio Piquiri, entre os municípios de Francisco Alves e Terra Roxa, entrará em operação nesta quinta-feira (22). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou a informação a OBemdito através de e-mail nesta quarta (21). Trata-se de uma alternativa enquanto a ponte da BR-272 segue interditada para obras estruturais.
A primeira embarcação começou a operar no dia 8 de janeiro. A princípio, a previsão do órgão federal era de que a segunda balsa iniciasse o transporte de veículos pelo rio em até 30 dias corridos, ou seja, até 7 de fevereiro. Porém, o Dnit antecipou o serviço em cerca de 15 dias. Entre os motivos, estão as longas filas que os condutores que precisam trafegar pelo trecho estão enfrentando.
Nesta quarta-feira completou duas semanas de operação da primeira embarcação. Desde o primeiro dia os motoristas que dependem da rodovia enfrentam transtornos, prejuízos e atrasos significativos para se deslocar entre Francisco Alves e Terra Roxa ou vice-versa.
A reportagem do OBemdito acompanha a situação desde o início da operação da primeira balsa. Nesse período, surgiram diversas reclamações de motoristas. Em muitos casos, a espera para atravessar o rio varia entre 1h30 e 2h30. Por isso, formam-se filas extensas nos dois sentidos da rodovia BR-272.
Um condutor que seguia em direção ao Paraguai nesta semana relatou nas redes sociais ter aguardado mais de 2h30 para conseguir embarcar. Segundo ele, o trajeto total entre Umuarama até o país vizinho levou cerca de seis horas para ser feito. O percurso tem aproximadamente 135 quilômetros. No retorno, porém, ele optou pelo desvio via Palotina. Dessa forma, levou apenas 2h30 para concluir a viagem.
Outros condutores relatam experiências semelhantes. Por isso, muitos têm recomendado evitar a travessia pela balsa e fazer o caminho que passa por Palotina – pelas rodovias PR-182 e PR-364. Embora o desvio aumente a distância percorrida, o tempo total de viagem costuma ser menor. Assim, a rota alternativa tem sido vista como mais eficiente neste momento.
Com o funcionamento da segunda balsa, que deve começar nesta quinta-feira, a capacidade de atendimento irá aumentar. Por isso, a previsão é de que haja redução no tempo de espera para a travessia.
“Com a atuação simultânea das embarcações, a expectativa é de redução no tempo de espera para a travessia. A operação tem caráter provisório e será mantida enquanto a ponte sobre o Rio Piquiri permanecer totalmente interditada para a execução dos serviços de recuperação estrutural”, informou o Dnit a OBemdito.
A travessia com a balsa acontece diariamente, das 6h30 às 18h30, e de forma gratuita. O horário é limitado por não haver sistema de iluminação no local, o que impede que o serviço aconteça no período noturno. O Dnit divulgou que fará a instalação de iluminação, o que possibilitará que a travessia aconteça 24 horas por dia, contudo, ainda não há prazo para isso.
Por fim, o Dnit informou que acompanha a operação da balsa todos os dias e que busca por melhorias contínuas no funcionamento da travessia durante o período de interdição da ponte.
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