Fotos: Rogério Santana
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ) transferiu, nesta quarta-feira (12), sete chefes do Comando Vermelho para presídios federais de segurança máxima. A transferência ocorreu, após decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A operação ocorreu sob um forte esquema de segurança.
O transporte dos detentos foi realizado com apoio do Serviço de Operações Especiais (SOE), além do Grupo de Intervenção Tática (GIT) e da Divisão de Busca e Recaptura (Recap). Juntos, esses setores da Seap atuaram em conjunto para garantir, portanto, o deslocamento seguro. Inicialmente, a ação começou na Penitenciária Laércio da Costa Peregrino, conhecida como Bangu 1, e depois seguiu até o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão.
No terminal, os presos embarcaram em uma aeronave da Polícia Federal com destino a unidades federais de segurança máxima. Por razões estratégicas, o governo manteve em sigilo o destino dos presídios para onde levou os detentos.
Todos os presos transferidos cumprem penas por tráfico de drogas. As autoridades os incluíram no sistema federal conforme a Lei nº 11.671/2008, que regula a transferência de detentos de alta periculosidade.
A secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, afirmou que a medida integra a Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro, nos complexos do Alemão e da Penha. Ao todo, a ação resultou em 121 mortes e 113 prisões. Além disso, segundo ela, a Seap conduz a transferência de forma técnica e integrada, para garantir o equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense.
Por fim, o governador Cláudio Castro destacou que a operação reflete o compromisso do estado com o fortalecimento das políticas de segurança pública. “É uma ação estratégica para preservar a ordem e assegurar a tranquilidade da população”, afirmou em nota.
Os sete presos transferidos são Arnaldo da Silva Dias, Carlos Vinicius Lírio da Silva, Eliezer Miranda Joaquim, Fabrício de Melo de Jesus, Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, Alexander de Jesus Carlos e Roberto de Souza Brito. Todos possuem longas condenações, que variam entre 34 e 100 anos de prisão.
Com a transferência, o governo busca reduzir a influência das facções criminosas nos presídios do Rio e evitar que ordens partam de dentro das unidades estaduais. A ação também reforça a integração entre forças estaduais e federais, considerada essencial para conter o avanço do crime organizado.
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