Cerca de 90% das casas e comércios foram destruídos (Foto Secom/PR)
O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) afirmou na manhã deste sábado (8) que o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, pode ter registrado ventos superiores a 250 quilômetros por hora. O fenômeno, que deixou seis mortos e cerca de 600 feridos, devastou grande parte do município e foi um dos mais severos já registrados no Estado.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) acompanhou o evento e classificou inicialmente o tornado como categoria F2 na escala Fujita, que representa ventos entre 180 e 250 km/h. No entanto, análises em andamento indicam que a velocidade pode ter ultrapassado esse limite, o que elevaria o fenômeno à categoria F3, de risco severo.
“Um evento como esse não passava pela região há 30 ou 40 anos”, afirmou Ratinho Junior, que acompanha pessoalmente o trabalho das equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos estaduais mobilizados na cidade.
O governador decretou estado de calamidade pública (Decreto 11.838/2025) e determinou a adoção de medidas emergenciais para atendimento à população e reconstrução do município, onde cerca de 90% das residências e prédios comerciais foram destruídos.
As vítimas confirmadas em Rio Bonito do Iguaçu são três homens, de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, de 47 e 14. Em Guarapuava, morreu um homem de 53 anos. Uma pessoa segue desaparecida. Segundo o governo estadual, 437 pessoas foram atendidas em hospitais de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel.
A Defesa Civil Estadual mantém 53 bombeiros atuando no resgate e levantamento de danos. Foram enviados ao município 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kits de higiene, 204 kits de limpeza, 150 kits dormitório e 54 bobinas de lona. A população foi orientada a aguardar a definição dos pontos oficiais de arrecadação antes de enviar doações.
De acordo com o Simepar, o tornado foi gerado por uma supercélula, tipo raro e altamente destrutivo de tempestade. O sistema de baixa pressão que favoreceu a formação do fenômeno se desenvolveu entre o Paraguai e o Sul do Brasil, associado a uma frente fria e ao deslocamento de um ciclone extratropical.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajadas de vento de 82,4 km/h em Dois Vizinhos, 76 km/h em Cornélio Procópio e 74 km/h em Campo Mourão durante o avanço do sistema.
Enquanto o Centro-Sul enfrentava a tragédia, outras regiões também foram afetadas pela chuva. Em Umuarama, a Defesa Civil Municipal registrou a queda de oito árvores, duas casas destelhadas, pontos de alagamento e a queda de uma placa na rodoviária. Não houve feridos, e equipes da prefeitura trabalharam na desobstrução de vias e no atendimento às famílias atingidas.
O volume de chuva ultrapassou 40 milímetros em diversas cidades, como Candói, Guarapuava e Campo Mourão, e o sistema de instabilidade deve seguir em direção a São Paulo ao longo deste sábado.
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