Imagem aérea feita pela Secretaria de Comunicação do Estado do Paraná neste sábado (8) mostra a dimensão da destruição provocada pelo tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. Casas foram completamente arrasadas, veículos viraram destroços e áreas inteiras da cidade ficaram irreconhecíveis. Segundo o governo estadual, cerca de 90% das residências e prédios comerciais foram danificados.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior decretou estado de calamidade pública (Decreto 11.838/2025) e acompanha pessoalmente os trabalhos da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais equipes mobilizadas na região. O fenômeno climático, classificado como um tornado de categoria F2 na escala Fujita, deixou seis mortos, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava, além de uma pessoa desaparecida.
As vítimas em Rio Bonito são três homens, de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, de 47 e 14 anos. Em Guarapuava, morreu um homem de 53 anos. O governo informou que 437 pessoas receberam atendimento médico nas regiões de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel.
Segundo a Defesa Civil Estadual, 53 bombeiros atuam no resgate e levantamento de danos. O órgão enviou 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kits de higiene, 204 kits de limpeza, 150 kits dormitório e 54 bobinas de lona ao município. A população foi orientada a não enviar doações por conta própria neste primeiro momento, até a definição dos pontos oficiais de arrecadação.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que o tornado foi gerado por uma supercélula, tipo raro e altamente destrutivo de tempestade. O fenômeno pode ter alcançado ventos superiores a 250 km/h, o que elevaria sua classificação para F3.
“Foram registrados tombamentos de veículos, quedas de árvores inteiras e destruição de casas de alvenaria. O tornado foi extremamente severo”, afirmou o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar.
O sistema de baixa pressão que favoreceu a formação do tornado se desenvolveu entre o Paraguai e o Sul do Brasil, associado a uma frente fria e ao deslocamento de um ciclone extratropical. O Inmet registrou rajadas de vento de 82,4 km/h em Dois Vizinhos, 76 km/h em Cornélio Procópio e 74 km/h em Campo Mourão.
Enquanto o Centro-Sul enfrentava a tragédia, o Noroeste do Paraná também sofreu com os efeitos das fortes chuvas. Em Umuarama, a Defesa Civil Municipal registrou a queda de oito árvores, duas casas destelhadas, pontos de alagamento e a queda de uma placa na rodoviária. Não houve feridos, e equipes da prefeitura trabalharam durante a noite e na manhã deste sábado (8) na limpeza e no atendimento às famílias afetadas.
O volume de chuva ultrapassou 40 milímetros em diversas cidades, entre elas Candói, Guarapuava e Campo Mourão. Segundo o Simepar, o sistema de instabilidade segue em direção ao Estado de São Paulo ao longo do sábado.
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