Cirurgiã umuaramense se dedica à plástica reconstrutiva e resgata autoestima de pacientes
Entre tantos umuaramenses que brilham lá fora, destacados pel’OBemdito, a cirurgiã plástica Érika Renata Motinaga Sunahara é a eleita da vez. Atuando no Hospital de Base de São José do Rio Preto, noroeste de São Paulo, ela se dedica à cirurgia plástica reconstrutiva.
Seu trabalho, reconhecido pela comunidade regional como exemplar, tem um propósito desafiador: restaurar a forma, a função e, muitas vezes, a autoestima de pacientes que enfrentam traumas, queimaduras, tumores ou feridas.
Recentemente, Dra. Érika foi contemplada com o prêmio “Femme Dimond”, da revista ‘Vida&Negócio’, daquela cidade. Ela é a “quintessência da excelência”, define o artigo que evidencia o perfil profissional da umuaramense, em página dupla.
De acordo com a cirurgiã plástica, devolver a esperança aos pacientes portadores de feridas de difícil cicatrização é o que busca, no dia a dia. “Meu principal foco, atualmente, são tratamentos com tecnologia avançada, como a laserterapia de baixa intensidade, voltada à cicatrização e recuperação tecidual”, explica.
E tem alcançado resultados surpreendentes: “Cuido até a cicatrização completa; o paciente chega fragilizado, mas, à medida que o tratamento evolui, volta a acreditar em si mesmo… Isso é o mais gratificante”, conta.
Cirurgia plástica vai além da estética
Com a mesma sensibilidade que aplica nos atendimentos, a médica criou o projeto @porqueplastica, uma plataforma nas redes sociais a fim de propor a reflexão: “por que plástica?”
O nome, explica ela, é uma provocação: “Quando se fala em cirurgia plástica, as pessoas pensam logo em estética; com este projeto, eu procuro mostrar que a plástica nasceu para restaurar, para devolver dignidade, função e esperança”.
Em sua clínica, Érika montou um estúdio de podcast. Dessa maneira, entrevista pacientes que superaram desafios físicos e emocionais. “Esses relatos mostram que é possível reconstruir-se. Quando um novo paciente ouve uma história parecida com a sua, ele entende que não está sozinho e isso já muda tudo”, assegura.

Reconstruir é também curar
A trajetória de Érika reflete um compromisso com a medicina que cuida por inteiro — corpo e alma. Seu trabalho recebeu reconhecimento pela forma humanizada como conduz cada caso, unindo ciência e compaixão.
“Aprendi que restaurar uma parte do corpo é também reconstruir a confiança e o amor-próprio… É sobre devolver às pessoas o que a doença ou o trauma tentou tirar”, salienta.
Não é a toa que se diz, com todas as letras, que cirurgia plástica tem uma razão de ser, um porquê. “Ela pode melhorar a função quando há uma ressecção de tumor que causa sequelas. Ou quando há uma queimadura que podemos tratar da melhor forma para possibilitar uma cicatrização que permita o paciente voltar às suas atividades habituais… É um trabalho nobre e sublime”.
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De Umuarama para o mundo da medicina
Sobrinha-neta do médico Saburo Setogute, a cirurgiã Érika morou em Umuarama até os 10 anos de idade. Depois se mudou com a família para o interior de São Paulo.
Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), onde também concluiu residências em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica. Em 2014, foi selecionada para atuar no Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer de Barretos), referência nacional em oncologia; lá ficou até 2018.
“Foi um período de grande aprendizado. Operei muito, aprendi com cada paciente e cresci pessoal e profissionalmente, com o propósito de devolver esperança, por meio da ciência, aos pacientes”, orgulha-se.
Em 2017, tornou-se membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Posteriormente, em 2020, concluiu o mestrado em Oncologia Cirúrgica pelo Hospital de Câncer de Barretos.





