Encontro realizado nesta sexta-feira (10) marca avanço no reconhecimento oficial das mais de 500 famílias acampadas (Foto Danilo Martins/OBemdito)
O salão de reuniões do acampamento Benedito Gomes, em Umuarama, foi tomado por esperança e expectativa na manhã desta sexta-feira (10). O ato reuniu centenas de famílias para celebrar um marco histórico: o início do cadastramento oficial realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Há quatro meses, o acampamento, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vem transformando a paisagem e a esperança de centenas de famílias instaladas na Estrada Divisora, próximo à Vila Três Placas e à divisa com Maria Helena. Com 541 famílias acampadas, o local se consolidou como símbolo de luta por dignidade, acesso à terra e justiça social.
Desde o dia 7 de outubro, servidores do Incra estão no acampamento realizando o processo de cadastramento das famílias, que é uma ação que representa um passo fundamental na regularização e reconhecimento dos trabalhadores rurais, fortalecendo o diálogo entre o movimento e as instituições públicas.
Durante os trabalhos, estiveram presentes lideranças estaduais do MST, como João Flávio Borba, coordenador estadual e Ireno Prochnow, de 73 anos, líder e figura histórica e referência na luta pela terra no Paraná. Prochnow destacou o caráter nacional da mobilização.
“Este é um cadastramento que está acontecendo em todo o Brasil, mas neste momento está sendo realizado aqui, no acampamento Benedito Gomes, com muita organização e participação das famílias”, afirmou.
O clima no acampamento é de união e esperança. Famílias vindas de várias regiões compartilham experiências, cultivam alimentos e constroem coletivamente uma nova realidade. Crianças brincam entre as barracas, enquanto os adultos participam de reuniões e atividades formativas promovidas pelo MST.
A presença do Incra reforça a legitimidade da luta dos trabalhadores rurais e abre caminho para futuras conquistas. O cadastramento é considerado etapa essencial para que as famílias possam acessar políticas públicas, como programas de assentamento, crédito agrícola e infraestrutura básica, conforme prevê a normativa nº 152/2025, que substituiu a IN nº 140/2023.
A assistente técnica de conciliação agrária do Incra, Josiane Aparecida Grossklaus, explicou o propósito da ação. “O objetivo principal deste cadastro é tirar essas famílias da invisibilidade e transformá-las em números, formalizando sua existência na luta pela terra, para que, a partir disso, também possam compor a justificativa para que o Incra busque obter imóveis para assentá-las.”
Segundo a definição da IN nº 152/2025, são consideradas famílias acampadas aquelas em situação de vulnerabilidade social, organizadas em movimentos que reivindicam acesso à terra e moradia, e inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais e no cadastro do Incra.
Com a retomada do levantamento em todo o país, o órgão busca atualizar o mapa dos acampamentos e subsidiar o planejamento da política agrária brasileira, uma medida que reforça o compromisso de reduzir a concentração de terras e ampliar o acesso de famílias à propriedade rural.
(Com imagens de Danilo Martins/OBemdito)
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