Cotidiano

Pai de criança de três anos morta afogada em máquina de lavar presta depoimento

Alex dos Santos Assumpção, pai da criança de três anos que morreu após cair em uma máquina de lavar em Cascavel, no Oeste do Paraná, prestou depoimento em audiência de instrução e julgamento do caso, realizada na última terça-feira (30), no Fórum da Justiça Estadual.

Ele relatou como foram os minutos antes de encontrar a filha desacordada, caída na lavanderia do apartamento onde vivia com a madrasta Suzana Dazar dos Santos, que é ré no processo; ela é suspeita de ter agido com dolo eventual ao provocar a morte da criança por afogamento.

O pai contou que a madrasta teria mandado vídeos na manhã do ocorrido, mostrando a menina lavando a roupa e, depois, arrumando o guarda-roupas. Cerca de meia hora depois, ela ligou dizendo que “a nenê tinha caído na máquina”.

O homem, que trabalhava em um prédio próximo à casa onde morava, afirmou que foi imediatamente ao local. “Fui direto para a lavanderia, minha filha já estava no chão, roxa. Juntei ela no meu colo e comecei a gritar”.

Ele teria tentado reanimar a criança, mas notou que saía espuma do nariz da menina. O Samu foi acionado por um vizinho, que chegou em menos de cinco minutos, mas a criança já estava sem sinais vitais.

O pai ainda afirmou que, durante os dois anos de relacionamento, a madrasta nunca havia mandado vídeos mostrando o que a menina fazia enquanto ele estava fora. 

Os únicos vídeos enviados foram na manhã da morte. Segundo ele, Suzana demonstrava ciúmes da mãe da criança, mas negou saber de comportamentos agressivos e ameaçadores por parte da mulher. 

Após a morte, pessoas o procuraram contando que já tinham ouvido falas preocupantes da madrasta.

“Começaram a me procurar, contar o que ela já tinha falado… mas ninguém me alertou antes”, lamentou.

Uma nova audiência do caso está marcada para 21 de janeiro de 2026. O caso segue em análise na Justiça e outras testemunhas devem ser ouvidas ao longo do processo. O advogado da família da vítima, Alexsander Beilner, afirmou à GCN que cinco testemunhas foram ouvidas durante a audiência.

Relembre o caso

O crime aconteceu no dia 7 de maio de 2022. As investigações apontam que Suzana teria colocado um banco em frente à máquina de lavar cheia de água, depositando brinquedos dentro do eletrodoméstico e colocado a criança sobre o banco.

Em seguida, deixou a menina sozinha no local, o que resultou em sua queda e afogamento. O laudo da necropsia confirma que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento.

(OBemdito com informações da CGN)

Rudson de Souza

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