(FOTO: REPRODUÇÃO REDE MASSA MARINGÁ)
Um dia após os corpos dos quatro desaparecidos em Icaraíma terem sido desenterrados, ainda era possível sentir num raio de pelo menos 500 metros do local o odor característico de material humano em decomposição, o chamado fetor cadavérico.
Uma equipe de jornalismo da Rede Massa Maringá, afiliada do SBT, mostrou o local depois da ação da polícia. A cova tem cerca de 2 metros. Nela os corpos de Diego Henrique Afonso, 39 anos, Rafael Juliano Marascalchi, 43, Robishley Hirnani de Oliveira, 53, e Alencar Gonçalves de Souza, 36, foram jogados um sobre o outro.
A cova, aberta em solo argiloso e de difícil escavação, fica em uma área de mata fechada no distrito de Vila Rica do Ivaí, a cerca de 650 metros de onde, dias antes, havia sido encontrada a Fiat Toro branca usada pelas vítimas.
A cena foi descrita como chocante por quem acompanhou o trabalho.
De acordo com o delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, os corpos apresentavam marcas de tiros no rosto e no abdômen. As evidências reforçam a linha de investigação de que os quatro homens foram mortos de forma cruel e deliberada.
Ainda segundo Menezes, os corpos foram localizados às 23h de quinta-feira (18) e o trabalho de resgate só terminou às 4h da madrugada desta sexta-feira (19).
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