Cotidiano

MP-PR denuncia por corrupção passiva major da Polícia Militar preso na Operação Zero Um

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio dos Núcleos Regionais de Maringá e Umuarama, denunciou por corrupção passiva o major Alexandro Marcolino Gomes, comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (3ª CIPM), sediada em Loanda.

As investigações do Ministério Público contaram com o apoio dos Núcleos Regionais de Maringá e Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O oficial é investigado na Operação Zero Um, deflagrada em maio deste ano, e teria exigido e recebido vantagens indevidas de empresas contratadas pela corporação. Gomes foi preso preventivamente na primeira etapa da operação e atualmente cumpre prisão domiciliar.

As apurações tiveram início em setembro de 2024, quando o Gaeco de Maringá recebeu informações sobre supostos crimes militares envolvendo um oficial superior e soldados da PM do Paraná.

Segundo o MP, as investigações demonstraram que o comandante mantinha um esquema sistemático de cobrança de propinas.

A denúncia foi oferecida em 10 de setembro e recebida pelo Judiciário no dia 15. O documento descreve ao menos dez episódios de exigência de valores a representantes de pessoas jurídicas com contratos de prestação de serviços à 3ª CIPM.

Entre os casos relatados está a realização do 3º Torneio de Pesca da Companhia. De acordo com o Gaeco, Gomes determinou que a empresa fornecedora das camisetas do evento repassasse a ele parte da arrecadação obtida com as vendas.

O argumento usado seria a realização de benfeitorias nas instalações da corporação. Outros episódios apontam a cobrança de propina em troca da celebração de contratos de serviços com a Polícia Militar em Loanda.

Confira a nota da defesa do major Alexandro Marcolino

“A defesa do Major Alexandro Marcolino, por meio da presente nota, vem a público reafirmar seu compromisso com a verdade, com a legalidade e com a preservação das garantias fundamentais asseguradas pela Constituição da República. A prisão cautelar decretada contra o Major Alexandro Marcolino mostra-se medida desproporcional e inadequada ao atual estágio processual, representando afronta ao princípio da presunção de inocência (art. 5º, LVII, CF/88), garantia que constitui um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

É imprescindível destacar que a prisão preventiva não pode ser utilizada como antecipação de pena ou como instrumento de coação. Sua aplicação somente se legitima em hipóteses de comprovada necessidade, devidamente fundamentadas, o que não se verifica no caso em tela.

Cumpre ainda ressaltar que o Major Alexandro Marcolino, ao longo dos 26 anos de sua carreira, sempre pautou sua conduta pela disciplina, pelo respeito à lei e pela dedicação ao serviço público.

A decisão que lhe impôs a custódia cautelar gera reflexos não apenas em sua vida pessoal, mas também em sua família, que atualmente enfrenta sérias dificuldades com sua ausência, agravando o sofrimento de seus entes queridos diante de uma medida que não encontra amparo na proporcionalidade exigida pela ordem jurídica.

A defesa manifesta sua confiança nas instituições de Justiça, convicta de que a análise serena e técnica dos fatos conduzirá à revisão desta decisão, restabelecendo-se a liberdade do Major Alexandro Marcolino e reafirmando-se o compromisso da sociedade com os valores constitucionais.”

(OBemdito com informações do MPPR)

Rudson de Souza

Recent Posts

Polícia Militar de Iporã faz abordagem e fiscalização de veículos na PR-323

A Polícia Militar (PM) de Iporã realizou uma operação de abordagem e fiscalização de veículos…

25 minutos ago

Umuarama: PM prende homem por descumprir medida protetiva e ir à casa da ex-mulher

A Polícia Militar (PM) prendeu um homem de 33 anos após ele descumprir uma medida…

55 minutos ago

PM cumpre mandado de prisão por tráfico de drogas contra moradora de Alto Piquiri

A Polícia Militar (PM) cumpriu um mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas…

1 hora ago

Homem ofende e ameaça mãe e padrasto com motosserra em Umuarama

Uma ameaça de morte mobilizou a Polícia Militar (PM) de Umuarama na manhã deste sábado…

2 horas ago

Endocrinologista alerta que uso de canetas emagrecedoras pode causar perda muscular

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate…

3 horas ago

Inscrições para o Processo Seletivo IFPR terminam segunda; Umuarama tem 7 cursos

O IFPR encerra no dia 24 de agosto de 2026 as inscrições para o Processo…

3 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais