Os trabalhos devem avançar pela noite (Foto Danilo Martins/OBemdito)
A Polícia Civil confirmou na noite desta sexta-feira (12) que o veículo encontrado enterrado na área rural do distrito de Vila Rica do Ivaí, em Icaraíma, não tinha corpos em seu interior. O automóvel, uma Fiat Toro branca, foi localizado no meio da tarde pela Polícia Militar Ambiental, após denúncia anônima.
O veículo foi usado pelos três cobradores para vir do interior de São Paulo a Icaraíma, onde encontraram o contratante do serviço de cobrança. Trata-se de uma Fiat Toro branca, placas FTV 9H79, ano 2019, de Olímpia, São Paulo, cujos documentos não estão em nome de nenhum dos desaparecidos.
O tenente Guilherme Schneider, da Polícia Militar Ambiental, afirmou que o veículo apresenta vestígios de sangue e marcas de disparos de arma de fogo.
Schineider não quis dar mais detalhes sobre a denúncia anônima que levou as equipes ao local em que o veículo foi enterrado. “Tem informações que ainda não posso dar nesse momento por conta das investigações, que vão prosseguir com a Polícia Civil”, disse o oficial.
Outra autoridade policial ouvida pela equipe do OBemdito, presente no local, afirmou que ainda existe a possibilidade de corpos serem encontrados em circunstâncias ligadas ao caso. “No momento certo vamos repassar todas as informações para a imprensa e a comunidade”, declarou.
Até as 19h30 desta sexta-feira, o automóvel seguia parcialmente soterrado. Porém, segundo Schneider, foi possível afirmar com precisão a ausência de corpos no interior do carro. Os trabalhos devem avançar pela noite.
Quando a polícia chegou ao local, o veículo estava completamente soterrado, o que dificultou sua localização durante as buscas. Peritos agora vão analisar todos os vestígios encontrados no automóvel que possam esclarecer o paradeiro dos quatro homens desaparecidos desde 5 de agosto.
A polícia confirmou que se trata do mesmo veículo usado pelos cobradores no dia em que seguiram para a propriedade rural da família Buscariollo.
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O caso teve início em 5 de agosto de 2025, quando os cobradores Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, acompanhados do credor Alencar Gonçalves de Souza, saíram de Umuarama rumo a uma propriedade rural em Icaraíma para cobrar uma dívida.
Segundo familiares, por volta das 11h daquele dia eles fizeram o último contato telefônico, informando que estava tudo bem. Logo depois, os celulares ficaram fora de área, e não houve mais notícias.
O desaparecimento provocou grande mobilização policial, com apoio de familiares e amigos nas buscas. Desde o início, a Polícia Civil tratou o caso como de alta complexidade, mantendo o inquérito sob sigilo.
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Ao longo das semanas, boatos e vídeos falsos circularam nas redes sociais, levantando hipóteses de execução. Familiares desmentiram esse conteúdo, classificando-o como cruel e enganoso.
Nesse período, a ausência da Fiat Toro foi considerada uma das principais pistas, já que o veículo desapareceu junto com os homens.
Com a confirmação de que a caminhonete estava enterrada, mas sem corpos em seu interior, a investigação agora busca esclarecer quem ocultou o veículo, em que circunstâncias e se o ato está diretamente ligado ao desaparecimento dos quatro homens.
A Polícia Civil informou que as diligências seguem sob sigilo, mas destacou que a localização do carro representa um avanço fundamental para a elucidação do caso.
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