Saúde

Prefeitura de Umuarama nega cortes em atendimentos a autistas e critica desinformação

A Prefeitura de Umuarama divulgou nesta terça-feira (9) uma nota para esclarecer questionamentos sobre supostos cortes em atendimentos a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a administração, nenhum paciente ficou desassistido e as mudanças registradas decorrem de renúncias familiares, duplicidade de tratamentos, protocolos técnicos ou decisões judiciais.

O Instituto de Atendimento ao Indivíduo com Transtornos do Espectro Autista (IAI-TEA), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, é o responsável pelo serviço. A prefeitura reforça que não houve cancelamento de terapias ocupacionais por iniciativa própria, mas sim cumprimento de determinações da Justiça. “Ao poder público não é permitido descumprir decisões judiciais”, disse em nota o prefeito Fernando Scanavaca.

Outro ponto destacado foi a suspensão de atendimentos em casos de duplicidade. Segundo o município, houve pacientes que recebiam simultaneamente terapias no instituto e em clínicas particulares custeadas pelo poder público. Em situações assim, a prefeitura afirma que corrigiu a sobreposição para evitar que o paciente fosse submetido a até 20 horas de terapias em um único dia.

Nova metodologia em terapias alimentares

As mudanças mais recentes afetam as chamadas terapias alimentares, que não foram interrompidas, mas modificadas. Agora, os profissionais trabalham estratégias que aproximam as famílias do processo terapêutico, com foco em adaptação à rotina de cada paciente. A prefeitura afirma que, quando necessário, a equipe pode solicitar aumento da frequência de sessões, mediante avaliação individual.

Crescimento e investimentos

O IAI-TEA completa um ano em 30 de setembro. Inaugurado com apenas oito pacientes, hoje atende 92 e deve ampliar para 130 em breve, após novo processo de contratação de profissionais. Atualmente, há 380 pessoas na fila de espera.

De acordo com a prefeitura, os investimentos somam mais de R$ 3,1 milhões em 2025, sendo R$ 2 milhões destinados a clínicas particulares e R$ 1,2 milhão ao instituto.

Críticas à desinformação

A administração municipal atribuiu parte das dúvidas a “fake news” e “comentários sem embasamento técnico”, que, segundo a nota, dificultam o trabalho da equipe. “Reafirmamos o compromisso da administração com a qualidade do atendimento, o respeito às famílias e pacientes e o reconhecimento da dedicação de profissionais capacitados”, diz o comunicado assinado pelo prefeito e pelo secretário de Comunicação, Raimundo Aparecido do Nascimento.

Veja, abaixo, a nota da Prefeitura de Umuarama

(OBemdito com informações da Comunicação Social da Prefeitura de Umuarama)

Rudson de Souza

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