Foto: Danilo Martins/Arquivo OBemdito
A proprietária de uma fazenda de Umuarama obteve uma liminar na Justiça para garantir o direito de posse e evitar uma suposta invasão. A alegação é de que famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) poderiam se apropriar do imóvel.
A propriedade em questão possui 1.622 alqueires. A fazenda está localizada próxima à Usina Santa Terezinha, na rodovia PR-580, saída para Serra dos Dourados. A medida judicial foi reforçada pelo apoio institucional do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e do Sindicato Rural de Umuarama.
“Mais uma vez, nossos produtores rurais estão em meio a um cenário de incertezas e insegurança jurídica. Isso compromete o planejamento, colocando a produção de alimentos em xeque”, afirmou o presidente interino da Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Estamos acompanhando o caso de perto, com suporte jurídico e institucional. Inclusive, já acionamos a Secretaria Estadual de Segurança Pública para que a decisão seja cumprida”, acrescentou.
Desde o dia 5 deste mês, integrantes do MST estão instalados em um acampamento em Umuarama. A propriedade fica na região da Estrada Divisora, próximo à Vila Três Placas e à divisa com Maria Helena. O líder regional do movimento, Ireno Prochnow, de 73 anos, confirmou nesta quarta-feira (23), ao OBemdito, o recebimento da liminar. Porém, afirmou que o grupo não pretende ocupar terras produtivas.
“Só ocuparemos áreas indicadas pelo Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária]. Muitas terras na região não cumprem a função social prevista na Constituição, além de apresentarem documentação irregular”, declarou Prochnow, em entrevista a OBemdito.
O vice-presidente do Sindicato Rural de Umuarama, Gerson Magnogni Bordoli, também confirmou qual é a área alvo da liminar conquistada pela proprietária. Ele disse que a entidade acompanha com atenção os desdobramentos da situação. Atualmente, a propriedade está passando por um procedimento instaurado pelo Incra para determinar se é produtiva ou não.
“O fato de ser uma área estabelecida e com atividade agrícola há tantos anos já deveria ser prova de que é uma propriedade produtiva. Mas o Incra, com esses processos infundados, acaba por gerar insegurança e instabilidade. E, pior, fomenta a ação de grupos criminosos, que buscam invadir terras em desacordo com a lei”, conclui Meneguette.
OBemdito com apoio das assessorias da Faep e do MST
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