Umuarama

Proprietária de fazenda obtém liminar para evitar suposta invasão do MST em Umuarama

A proprietária de uma fazenda de Umuarama obteve uma liminar na Justiça para garantir o direito de posse e evitar uma suposta invasão. A alegação é de que famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) poderiam se apropriar do imóvel.

A propriedade em questão possui 1.622 alqueires. A fazenda está localizada próxima à Usina Santa Terezinha, na rodovia PR-580, saída para Serra dos Dourados. A medida judicial foi reforçada pelo apoio institucional do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e do Sindicato Rural de Umuarama.

“Mais uma vez, nossos produtores rurais estão em meio a um cenário de incertezas e insegurança jurídica. Isso compromete o planejamento, colocando a produção de alimentos em xeque”, afirmou o presidente interino da Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Estamos acompanhando o caso de perto, com suporte jurídico e institucional. Inclusive, já acionamos a Secretaria Estadual de Segurança Pública para que a decisão seja cumprida”, acrescentou.

Desde o dia 5 deste mês, integrantes do MST estão instalados em um acampamento em Umuarama. A propriedade fica na região da Estrada Divisora, próximo à Vila Três Placas e à divisa com Maria Helena. O líder regional do movimento, Ireno Prochnow, de 73 anos, confirmou nesta quarta-feira (23), ao OBemdito, o recebimento da liminar. Porém, afirmou que o grupo não pretende ocupar terras produtivas.

“Só ocuparemos áreas indicadas pelo Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária]. Muitas terras na região não cumprem a função social prevista na Constituição, além de apresentarem documentação irregular”, declarou Prochnow, em entrevista a OBemdito.

O vice-presidente do Sindicato Rural de Umuarama, Gerson Magnogni Bordoli, também confirmou qual é a área alvo da liminar conquistada pela proprietária. Ele disse que a entidade acompanha com atenção os desdobramentos da situação. Atualmente, a propriedade está passando por um procedimento instaurado pelo Incra para determinar se é produtiva ou não.

“O fato de ser uma área estabelecida e com atividade agrícola há tantos anos já deveria ser prova de que é uma propriedade produtiva. Mas o Incra, com esses processos infundados, acaba por gerar insegurança e instabilidade. E, pior, fomenta a ação de grupos criminosos, que buscam invadir terras em desacordo com a lei”, conclui Meneguette.

OBemdito com apoio das assessorias da Faep e do MST

Rudson de Souza

Recent Posts

Dupla de moto rouba barraca de lanches em Serra dos Dourados e danifica celular da vítima

Um roubo em uma barraca de lanches foi registrado na noite de domingo (18) no…

12 minutos ago

As dramáticas viagens de ‘jardineira’ de antigamente davam medo!

Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...

14 horas ago

Mãe convive apenas sete dias com a filha recém-nascida e morre de câncer

Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…

15 horas ago

Umuaramense revela santuário subaquático com peixes gigantes no Rio Paraná; vídeo

Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…

16 horas ago

Simepar prevê tempestades em Umuarama ainda neste domingo; confira previsão

Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…

17 horas ago

Dor e comoção marcam a morte de jovem atropelado em Umuarama

A madrugada deste domingo (18) interrompeu de forma abrupta a rotina de trabalho de Pedro…

19 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais