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Proprietária de fazenda obtém liminar para evitar suposta invasão do MST em Umuarama

Proprietária De Fazenda Obtém Liminar Para Evitar Invasão Do Mst
Foto: Danilo Martins/Arquivo OBemdito
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Publicado em 24 de julho de 2025 às 21h31 - Modificado em 25 de julho de 2025 às 07h14

A proprietária de uma fazenda de Umuarama obteve uma liminar na Justiça para garantir o direito de posse e evitar uma suposta invasão. A alegação é de que famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) poderiam se apropriar do imóvel.

A propriedade em questão possui 1.622 alqueires. A fazenda está localizada próxima à Usina Santa Terezinha, na rodovia PR-580, saída para Serra dos Dourados. A medida judicial foi reforçada pelo apoio institucional do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e do Sindicato Rural de Umuarama.

“Mais uma vez, nossos produtores rurais estão em meio a um cenário de incertezas e insegurança jurídica. Isso compromete o planejamento, colocando a produção de alimentos em xeque”, afirmou o presidente interino da Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Estamos acompanhando o caso de perto, com suporte jurídico e institucional. Inclusive, já acionamos a Secretaria Estadual de Segurança Pública para que a decisão seja cumprida”, acrescentou.

Desde o dia 5 deste mês, integrantes do MST estão instalados em um acampamento em Umuarama. A propriedade fica na região da Estrada Divisora, próximo à Vila Três Placas e à divisa com Maria Helena. O líder regional do movimento, Ireno Prochnow, de 73 anos, confirmou nesta quarta-feira (23), ao OBemdito, o recebimento da liminar. Porém, afirmou que o grupo não pretende ocupar terras produtivas.

“Só ocuparemos áreas indicadas pelo Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária]. Muitas terras na região não cumprem a função social prevista na Constituição, além de apresentarem documentação irregular”, declarou Prochnow, em entrevista a OBemdito.

O vice-presidente do Sindicato Rural de Umuarama, Gerson Magnogni Bordoli, também confirmou qual é a área alvo da liminar conquistada pela proprietária. Ele disse que a entidade acompanha com atenção os desdobramentos da situação. Atualmente, a propriedade está passando por um procedimento instaurado pelo Incra para determinar se é produtiva ou não.

“O fato de ser uma área estabelecida e com atividade agrícola há tantos anos já deveria ser prova de que é uma propriedade produtiva. Mas o Incra, com esses processos infundados, acaba por gerar insegurança e instabilidade. E, pior, fomenta a ação de grupos criminosos, que buscam invadir terras em desacordo com a lei”, conclui Meneguette.

OBemdito com apoio das assessorias da Faep e do MST

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Rudson de Souza

Jornalista e historiador, construiu sua trajetória entre o jornalismo impresso e o digital, com atuação em diferentes editorias e foco na reportagem, na investigação jornalística, na apuração rigorosa e no relacionamento com fontes. Possui especializações em Toolkit de IA para News, pela Google News Initiative, e em Storytelling e Técnicas de Apresentação: Conceitos Gerais de Comunicação, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).