Cotidiano

Empresário desaparece após reunião de trabalho; corpo pode ter sido jogado em rio

O empresário Nelson Francisco Carreira Filho, de 42 anos, está desaparecido desde o dia 16 de maio após participar de uma reunião de trabalho. Segundo a Polícia Civil, há fortes indícios de que ele foi assassinado e teve o corpo jogado em um rio. A suspeita se baseia em provas levantadas nos últimos dias, como vestígios de sangue encontrados no local da última reunião da qual ele participou.

Na sexta-feira (16), Nelson saiu de São Paulo rumo à cidade de Cravinhos, no interior do estado, para participar de uma reunião de negócios em uma empresa de suplementos alimentares. O encontro terminou às 14h20. De acordo com o depoimento da esposa à polícia, o último contato entre eles aconteceu às 12h57. Ela continuou a mandar mensagens após esse horário, mas não teve resposta.

Logo após o término da reunião, o carro de Nelson foi flagrado passando por praças de pedágio no interior paulista. Por conta dos vidros escurecidos, não foi possível identificar quem dirigia. À noite, um radar registrou o veículo trafegando pela Avenida Engenheiro Caetano Álvares, na zona norte da capital. Duas câmeras de segurança também captaram o carro circulando pela região às 19h09.

Na manhã de sábado (17), alguém encontrou o automóvel abandonado na Rua Dona Clara de Oliveira, também na zona norte de São Paulo. O 13º Distrito Policial (Casa Verde) registrou o caso como desaparecimento de pessoa.

O carro do empresário que desapareceu após reunião foi flagrado passando por praças de pedágio no interior paulista.

Início das investigações e a suspeita de homicídio

No dia 19 de maio, a Divisão de Localização Familiar e Desaparecidos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) registrou oficialmente o desaparecimento de Nelson. Até o final daquela segunda-feira, não havia nenhuma pista concreta sobre o paradeiro do empresário. A perícia foi solicitada para o carro e impressões digitais começaram a ser coletadas.

A principal reviravolta no caso aconteceu na noite de terça-feira (27), quando a Polícia Científica realizou uma perícia na sede da empresa em Cravinhos, local da última reunião de Nelson. O delegado Sebastião Picinato, responsável pela investigação, informou que a perícia encontrou vestígios de sangue no prédio, mesmo após alguém ter lavado o local com água e coberto com tinta epóxi.

O uso de luminol, substância que revela a presença de sangue oculto, foi decisivo para identificar as marcas. De acordo com o delegado, a CPFL cortou a energia da rua para permitir a aplicação da substância com maior precisão.

“Realizamos as técnicas recomendadas para esse exame pericial. No trabalho, a presença imprescindível da CPFL, que fez o corte de energia, possibilitou identificar sangue nos ralos, em uma mangueira utilizada para lavar, tal qual descrito pelo investigado, e também em um rodo usado para raspar a água com sangue. Nós não temos dúvidas de que o assassinato ocorreu no interior da fábrica, porque há vestígios de sangue revelados”, afirmou o delegado.

Prisões decretadas e novas informações sobre os suspeitos

Nesta terça-feira, a Justiça decretou a prisão temporária de três pessoas envolvidas no caso: Marlon Couto Paula Junior, dono da empresa de suplementos; sua esposa, Marcela Silva de Almeida; e Tadeu Almeida Silva.

Conforme informações repassadas pela polícia, Marlon teria matado Nelson e jogado o corpo em um rio na região de Miguelópolis (SP). Tadeu presenciou o crime, ajudou a ocultar o corpo e foi o responsável por levar o carro da vítima até São Paulo. Já Marcela teria acompanhado Marlon até a capital para buscar Tadeu após a ocultação do cadáver.

Juntamente com as prisões, a Justiça também expediu seis mandados de busca e apreensão em escritórios, residência e um sítio pertencente a Tadeu.

Ainda conforme as investigações, o local onde o crime ocorreu foi propositalmente adulterado. A perícia encontrou sangue em uma mangueira, em um rodo e nos ralos da empresa, apesar da tentativa de limpeza. A motivação do crime, de acordo com o delegado Picinato, seria um desentendimento financeiro entre os envolvidos.

Marlon Couto Paula Junior, dono de uma empresa de suplementos, e Tadeu Almeida Silva são suspeitos de matar o empresário Nelson que desapareceu após a reunião.

O que dizem os advogados

O advogado de Tadeu, Rodrigo Savério, confirmou nesta terça-feira que seu cliente presenciou o assassinato e ajudou a esconder o corpo. Ele também levou o carro da vítima até a zona norte de São Paulo. Savério afirmou que Tadeu é a pessoa que aparece nas imagens de câmeras de segurança, nas proximidades de onde o veículo foi deixado, usando um boné que pertencia a Nelson.

Por outro lado, Nathan Castelo Branco, advogado de Marlon, disse que seu cliente está em viagem de negócios e que irá se apresentar à polícia para prestar esclarecimentos.

Caminho ainda incerto

Apesar das evidências coletadas e das prisões decretadas, o corpo de Nelson Francisco Carreira Filho ainda não foi encontrado. A polícia segue investigando o caso com o apoio da Polícia Científica e trabalha com a principal hipótese de que ele foi morto a tiros e teve o corpo descartado em um rio.

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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