Foto: PCMS
A Polícia Civil de Umuarama está apurando uma situação envolvendo um suposto golpe imobiliário que teria feito uma vítima na Capital da Amizade. A princípio a situação envolveria uma empresa responsável pela construção de uma casa em Eldorado (MS), porém o trabalho acabou não concluído.
OBemdito procurou a Delegacia de Umuarama para entender melhor a situação. De acordo com o delegado Leonardo Martinez, da 7ª Subdivisão, até o momento, não há uma investigação em curso devido à falta de detalhes apresentados pela suposta vítima.
“A vítima teria contratado uma empresa para construir uma casa na cidade de Eldorado, Mato Grosso do Sul, sendo que a empresa fez apenas uma pequena parcela do trabalho”, explicou o delegado sobre o boletim registrado na última quarta-feira (12).
“As informações no boletim de ocorrência são superficiais e não suficientes para subsidiar a decisão da Autoridade Policial. Dessa forma, a vítima será intimada para comparecer novamente à delegacia e prestar alguns esclarecimentos adicionais.”, acrescentou.
A reportagem não teve acesso ao boletim de ocorrência registrado em Umuarama pela suposta vítima do golpe imobiliário.
Ainda não há confirmação, porém é possível que a ocorrência tenha relação com a Operação “Fake House”, deflagrada na última terça-feira (11) pela Delegacia de Bonito (MS). Os policiais apuram a venda de casas pré-fabricadas em madeiras que estavam sendo vendidas e não concluídas.
Na manhã de terça-feira, a PCPR cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma residência alugada por um casal, de 69 e 57 anos, além de um galpão onde, em tese, funcionaria a empresa.
A princípio a dupla estaria atuando em Bonito sem registro formal para exercício da atividade. Além disso, há denúncias de vítimas em outros municípios, bem como outros estados, como Goiás e São Paulo.
Segundo as investigações da PCMS, o casal envolvido no caso realizava contratos com as vítimas que eram unilaterais e beneficiariam os investigados. Como resultado, aos contratantes restava as obrigações de pagamentos em curtos prazos.
Ademais, assim que os investigados começavam a descumprir os contratos, eles registravam boletins de ocorrência contra as vítimas com intuito de reduzir a parcela de culpa na situação.
A investigação também apontou que o casal estaria na atividade há anos e não terminam as obras iniciadas, uma vez que a promessa é de entrega das casas em 100 dias úteis.
A PCPR apreendeu celulares, um notebook, contratos, recibos e desenhos de plantas realizadas à mão. Além disso, o galpão que foi alvo dos mandados de busca não possui nenhum funcionário e a empresa também não possui nenhum funcionário contratado. No local havia somente peças de madeira e algumas máquinas.
O Poder Judiciário também deferiu a quebra de sigilo de dados telemáticos e bancários, além da suspensão temporária das atividades da empresa.
A Delegacia de Bonito segue com a investigação.
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