Foto: Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Com o crescimento exponencial da população mundial, estimado para ultrapassar 10 bilhões de pessoas até 2050, a segurança alimentar tornou-se um dos maiores desafios da humanidade. Nesse cenário, os insetos emergem como uma solução inovadora e sustentável para suprir a demanda global por proteína.
Um quarto da população mundial, cerca de dois bilhões de pessoas, consome insetos diariamente como parte da alimentação, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Os insetos são ricos em proteínas, vitaminas, minerais e ômega-3, nutrientes essenciais para uma dieta equilibrada. Espécies como grilos, gafanhotos e larvas de besouros possuem altos teores proteicos, comparáveis ou superiores aos de fontes tradicionais como carne bovina e frango.
Além disso, a criação de insetos exige significativamente menos recursos naturais. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), para produzir 1 kg de proteína de grilo, são necessários apenas 1 litro de água e menos de 2 kg de alimento. Comparativamente, a pecuária consome milhares de litros de água e emite grandes quantidades de gases de efeito estufa.
Apesar dos benefícios a adoção dos insetos na dieta enfrenta barreiras culturais e psicológicas, principalmente em regiões ocidentais. Entretanto, países da Ásia, África e América Latina já possuem tradição no consumo de insetos, que são preparados de forma criativa e saborosa.
Nos últimos anos, o mercado tem desenvolvido produtos como barras de cereais, farinhas proteicas e snacks à base de insetos, buscando tornar o consumo mais atrativo e acessível para o público geral.
A produção de insetos para consumo humano e animal pode contribuir para a redução do desmatamento, da escassez de água e da poluição ambiental. Além disso, é uma alternativa para mitigar as emissões de gases de efeito estufa, uma vez que os insetos produzem uma quantidade desprezível de metano e outros poluentes.
A indústria de alimentos à base de insetos movimentou mais de US$ 1 bilhão em 2023 e continua em expansão. Startups e grandes empresas do setor alimentício investem em pesquisas para aprimorar técnicas de produção e tornar os produtos mais acessíveis. Especialistas apontam que, até 2030, esses alimentos podem se tornar comuns nos supermercados.
A adoção de insetos como fonte de proteína representa uma revolução na forma como produzimos e consumimos alimentos. Embora ainda existam desafios a serem superados, a combinação de sustentabilidade, valor nutricional e inovação faz dos insetos um elemento promissor na construção de um sistema alimentar mais resiliente e saudável. O que parece exótico hoje pode ser a solução essencial para alimentar o mundo de amanhã.
De acordo com os especialistas o sabor dos insetos varia conforme a alimentação que recebem durante a criação. Eles ainda explicam que os insetos alimentados com cenoura ou talos de folhas, por exemplo, tendem a apresentar um gosto neutro, devido às características pouco aromáticas desses alimentos.
Assim como os criados com nozes ou castanhas, possuem maior teor de ácidos graxos e aromas mais pronunciados, pois, os insetos absorvem esses compostos, adquirindo um sabor que lembra esse alimentos.
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