Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em um dia marcado por baixa liquidez e instabilidade no exterior, o dólar comercial voltou a se aproximar de R$ 6,20 nesta segunda-feira (23), encerrando a sessão vendido a R$ 6,186, alta de 1,87% (R$ 0,114). O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 1,09%, fechando aos 120.767 pontos, o menor patamar desde junho.
A moeda americana iniciou o dia cotada a R$ 6,11 e manteve trajetória de alta ao longo do pregão, atingindo a máxima de R$ 6,20 por volta das 15h30. O Banco Central (BC) optou por não atuar no mercado durante a sessão, mas anunciou, após o fechamento, a oferta de US$ 3 bilhões à vista para a próxima quinta-feira (26). O montante será retirado das reservas internacionais e, diferentemente dos leilões de linha, não será recomprado pelo BC.
O fortalecimento global do dólar, impulsionado pela sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de menor redução nos juros em 2025, somou-se à saída sazonal de recursos ao exterior por multinacionais brasileiras, típica no fim de trimestre, intensificando a pressão sobre o câmbio.
No mercado acionário, a queda foi atribuída ao pessimismo gerado pela divulgação do boletim Focus, que apontou piora nas expectativas de inflação e juros para os próximos anos. O volume reduzido de negociações, devido ao recesso parlamentar e à curta semana útil, também contribuiu para o cenário negativo.
OBemdito com Agência Brasil
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