O comerciante Jean Michel de Souza Barros, no momento em que era preso em Umuarama, no dia 9 de agosto. FOTO: LEONARDO REVESSO/OBEMDITO
Jean Michel de Souza Barros, 39 anos, foi transferido na última terça-feira (24) para o complexo médico penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Os advogados do comerciante dizem que só ficaram sabendo da mudança nesta quinta-feira (27), enquanto aguardavam para uma conversa por vídeo com o cliente.
“Ficamos sabendo enquanto aguardávamos a videoconferência para falar com ele e não iniciavam o atendimento. Como ele não entrava, ligamos na carceragem e nos comunicaram que ele não estava mais lá, em Campo Mourão”, afirmou a advogada Josiane Monteiro de Oliveira.
A defensora se mostrou surpresa. Segundo ela, a transferência não foi comunicada nos autos do processo.
“Transferiram sem comunicar nos autos. Já nos manifestamos pedindo que o Jean tenha os mesmos direitos dos outros presos que estão na mesma condição que ele. De início nos falaram que ele foi transferido por conta da cela especial, o que não é verdade, pois ali estão sendo mantidos outros presos também com nível superior”.
Josiane Oliveira disse que pode pedir auxílio da Comissão de Direitos Humanos caso seja constatado algum tipo de “influência externa” no tratamento recebido por seu cliente.
“Nós já havíamos pedido nos autos para que ele (Jean) fosse mantido em campo Mourão, por ser o local mais próximo de seus familiares. É direito de qualquer acusado ou condenado cumprir sua pena perto de seus familiares. Comunicamos a juíza do caso e estamos aguardando a devida explicação sobre a transferência”.
A advogada disse que está segura de que Jean Michel não apresentou nenhum problema de saúde para ser levado a um presídio médico penal.
“Nada disso. Falaram, por telefone, que foi por não ter cela especial em Campo Mourão, para onde ele foi transferido de Umuarama”. Esse translado aconteceu na tarde de 13 de agosto.
Jean Michel é acusado de ser o autor do triplo homicídio de Umuarama. De acordo com a Polícia Civil, ele matou a esposa, o sogro e a sogra com golpes de faca, no último dia 9 de agosto, por divergências familiares.
A prova mais recente contra o comerciante é uma gravação em que ele é visto jogando os celulares dos sogros em um bueiro, tempos depois dos crimes. Os aparelhos estão sendo periciados.
O inquérito policial já está concluído e várias provas reforçam a acusação contra o suspeito. Por meio de seus advogados, ele segue alegando inocência.
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