Vanessa Scane, em sua casa, numa chácara próxima de Lovat: empolgada com o negócio e muitos planos na manga para incrementá-lo. (Fotos: Danilo Martins/OBemdito
O mundo dá voltas e o mercado de trabalho acompanha. Novas formas e fórmulas de ganhar dinheiro parece que brotam de um dia para o outro. Algum dia você pensou que fazer pudim para vender rendesse um empreendimento bem-sucedido? Detalhe: só pudim, não pudim como carro-chefe de uma doceria. Pois rendeu para Vanessa Scane, 37 anos, que abriu, no final do ano passado, uma empresa para comercializar sua marca ‘Pudimania’.
Ela conta que a ideia da incursão na área da gastronomia não surgiu por acaso, mas quase. “Nem imaginava isso para minha vida”, exclama, contando o lado triste da história: ela estava afastada do trabalho [é bancária há 15 anos], se tratando de um transtorno de ansiedade e depressão. “Posso dizer que o pudim foi terapêutico”, salienta, logo no início da nossa conversa.
E explica: “Num dia qualquer bateu a vontade de comer pudim… Amo pudim! Só que eu queria um pudim ‘perfeitinho’, de leite condensado, mas não esses de vovó, com farinha na receita… Esse, não! Queria o perfeito! Fui atrás, procurei no iFood, não encontrei. Daí fui pesquisar no Instagram e encontrei uma confeiteira oferecendo o curso do ‘pudim perfeito’… Analisei a proposta, percebi a sofisticação do trabalho dela, comprei o curso, fiz e foi uma decisão assertiva!”.
Da teoria para a prática, a decisão foi rápida, também; e contou com o apoio do marido, o técnico em edificações Alex Ribeiro, 41 anos. “No final do ano eu estava com a depressão bem forte… Daí meu marido, sabendo que eu tinha feito o curso, e com intenção de me motivar, disse: ‘Vamos fazer, então, esse pudim’. Ele tomou a iniciativa, preparou o ambiente, ajeitou a cozinha para a gente começar… Isso me fez um grande bem, porque me ‘tirou’ da cama! E assim demos o primeiro passo”.
Até hoje Alex colabora nas tarefas de produção do pudim, feito na casa do casal, que adaptou a cozinha para essa função. “Ele é meu incentivador! Faz a calda perfeita! Tem mão boa para me ajudar”, exclama Vanessa. “Antes, eu chegava do trabalho muito deprimida, exausta… Ia direto para a cama e lá ficava até o outro dia… Não tinha ânimo pra mais nada! O fazer pudim mudou minha disposição”, reafirma. E os elogios que iam chegando foram também determinante para restabelecer a coragem: “Era uma força a mais que eu recebia!”
O ‘pudim perfeito’, como o adjetivo diz, é aquele que é impecável, insuperável, excepcional, certo? Para a Vanessa, está corretíssima a descrição. “Não sou eu quem diz, são meus clientes”, atenta, com a voz denotando orgulho. “Alcancei meu objetivo, afinal, aprendi com uma professora de culinária que tem alunos no Brasil todo!”.
O diferencial do pudim que faz, segundo Vanessa, está no modo de preparo. “Nem pense que uso liquidificador. É tudo feito à mão, com o fuê”, avisa. “Não é só seguir a receita; é preciso dispensar muito cuidado na preparação… O tempo é longo: leva mais de dez horas… duas de forno, duas antes de colocar na geladeira, seis na geladeira e assim vai”, emenda.
Para entender a ‘perfeição’, basta dar uma espiada no Instagram da Vanessa, onde aparecem imagem de pudim de todo jeito [no formato tradicional redondo, com buraco no meio], uma mais tentadora que a outra: o de chocolate branco com calda de morango, o de leite Ninho com Nutella, o de leite condensado, só para citar alguns, são realmente de dar água na boca.
E para agregar valor ao seu negócio, Vanessa lançou também o pudim em vidrinhos de 200ml, ideal para atender eventos. “Fica um charme! Um amor!”, assegura. “O pudim está ligado às nossas memórias afetivas: é uma sobremesa que concentra muito sabor, embora seja feita com poucos ingredientes; e não dá para negar que entrega felicidade há tantas gerações!”
Para encomendar entre em contato pelo whatsapp (44) 99964 1055.
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