Fabio Roberto Loch, gerente de operações da Levo. Foto Danilo Martins/Obemdito
Planejar o futuro de Umuarama passa por uma gama de fatores pertinentes a todas as áreas de ação. A empresarial faz parte e se alinha às metas governamentais para ampliar e aprimorar seus meios de crescimento, em produtividade e em qualidade do que produz. Exportar entra como meta e lideranças se empenham para concretizar um projeto do município gestado há dois anos: o que cria a ZPE – Zona de Processamento de Exportação.
O esforço, conjunto com a iniciativa privada, se explica pelas vantagens que o exportar traz. Uma delas é mais competitividade, o que leva ao aumento da margem de lucro. Melhoria da qualidade do produto é outra: ao ingressarem no mercado internacional, as empresas precisam se adaptar às exigências impostas, o que as leva a investir em novas tecnologias. E a desoneração de alguns tributos completa a lista de benesses.
O objetivo de uma ZPE é facilitar a logística para mais empresas umuaramenses entrarem no rol das que exportam. Umuarama tem cerca de oito mil empresas [somando com as ‘MEI’, o número dobra]; dessas, poucas exportam, mas garantem uma participação razoável no ranking do Estado, no qual o município aparece na 49a posição.
A Levo Alimentos está entre as que mais exportam, em Umuarama. A indústria, que entrou em operação em 2020 e tem capacidade para abater 200 mil frangos por dia, vende para o mercado externo peito, coxa, asa e pés de frango. “Atuamos nos mercados da Rússia, Japão, Emirados Árabes, Iraque, África do Sul, Chile, Coréia do Sul e mais recentemente para o tão almejado mercado chinês; sempre foi uma meta levar a marca Levo para os mais diversos países”, informa o gerente de operações, Fabio Roberto Loch.
Segundo ele, a Levo já ‘nasceu’ com este propósito, o de se firmar como uma empresa exportadora: “Ela estruturou equipes e processos para atender requisitos dos países importadores e tem sido bem-sucedida, atingindo seus objetivos, entre eles, aumentar o faturamento e expandir sua marca… Neste caso, continuamos focados, buscando mais expansão e mais mercados”.
Há muito mais tempo nesse caminho, a Zaeli exporta desde os anos de 1990. Atualmente vende produtos para a Inglaterra, Irlanda, Portugal, Estados Unidos, Moçambique, Paraguai, Espanha, Bolívia, Bélgica, Canadá e Suíça.
“O que exportamos é bem variado, visto que a Zaeli conta com mais de 550 produtos; alguns são mais requisitados que outros, como feijão [carioca e preto], arroz, farofas, tapioca, polvilho doce e azedo, flocão de milho, trigo para quibe, fubá, mistura para bolos e sal grosso para churrasco”, informa o diretor-presidente da Zaeli, Valdemir Zago.
“Desde que ingressamos no comércio exterior, não paramos mais; atualmente, enviamos para além das fronteiras do Brasil cerca de três mil toneladas de alimentos”, orgulha-se Zago, lembrando que a Zaeli, com 55 anos de fundação, interage no mercado internacional também como forte importadora.
A Madermac, indústria de beneficiamento de madeira, também está entre as empresas umuaramenses que exportam. “Exportamos para mais de dez países, entre eles China, Portugal, Bélgica, Estados Unidos e França”, afirma o diretor-proprietário Mauro Aleyx Ribeiro.
Ele diz que está satisfeito com o retorno que alcançou. “Isso fez com que o nosso nome se destacasse no mercado”, enfatizou, relacionando os produtos que exporta: deck, assoalho, forro, portas, entre outros. Também faz questão de destacar o fato de a Madermac usar só matéria-prima [madeira] certificada.
Outra indústria que ajuda Umuarama a elevar a taxa de exportação é a Texsa do Brasil, especializada na fabricação de lubrificantes [automotivos, industriais e graxas], que somam cerca de 160 produtos]. Começou 11 anos após a fundação [que foi em 1998] e continua firme, segundo o diretor-proprietário Edilson Marques de Azevedo.
Os produtos Texsa vão para Paraguai, Bolívia, Venezuela, Uruguai, Chile, Argentina e Ilhas Canárias. “Exportamos pelos benefícios tributários que essa modalidade de negócio proporciona, mas também pela busca do crescimento e reconhecimento internacional da nossa marca”, diz Azevedo. “Investimos com persistência para estarmos entre as grandes multinacionais do nosso segmento”, orgulha-se.
A Guri, uma das maiores fábricas de sorvete do Paraná, começou a exportar há quatro anos para o Paraguai. E, segundo o diretor-proprietário, Miguel Fuentes, foi uma iniciativa assertiva, que deverá ter continuidade: os ‘helados’ da Guri em breve devem ir para a Bolívia e, mais adiante, para o Uruguai. “Mas almejamos muito mais”, avisa. “Porque exportar é muito bom: tem tributo zero e recebemos em dólar!”
Fuentes diz que só não exporta mais porque não consegue atender a clientela, mas tem intenção de exportar para, pelo menos, dez países, incluindo alguns da Europa. “Temos logística, temos produção, mas não temos estoque compatível para atender a demanda; com a inauguração da nova fábrica da Guri, no ano que vem, iremos atingir nossas metas”, anuncia.
Buscando o desenvolvimento econômico, avanços tecnológicos e o crescimento sustentável, cada vez mais cidades têm procurado se integrar ao mercado internacional. É neste cenário que Umuarama batalha pelo projeto de implantação da sua ZPE (Zona de Processamento de Exportação), uma das primeiras áreas de livre comércio do país a ser gerida pela iniciativa privada, a empresa umuaramense Fênix Empreendimentos.
Aprovado em âmbito municipal e estadual, o projeto que explicita a viabilidade financeira, a capacidade econômica do investidor e tantos outros quesitos está nas mãos do Governo Federal. O prefeito Celso Pozzobom já foi à Brasília para solicitar agilidade do Ministério da Economia. E deve voltar em breve para mais uma reunião, quando reforçará o pedido, em nome da classe empresarial.
O secretário municipal da Indústria, Comércio e Inovação, Junior Ceranto, acompanha o andamento e não mede esforços para que a ZPE se concretize o mais rápido possível: “No projeto evidenciamos o potencial de Umuarama e dos municípios adjacentes e o quanto esse canal de exportação impactará o desenvolvimento da economia regional, com geração de empregos, de tecnologia e de riquezas”.
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