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ICMBio esclarece motivo da fumaça que cobriu Umuarama nesta segunda-feira

O instituto também forneceu esclarecimentos sobre o incêndio avistado no Parque Nacional de Ilha Grande, em Guaíra

Foto: Danilo Martins/OBemdito
ICMBio esclarece motivo da fumaça que cobriu Umuarama nesta segunda-feira
Stephanie Gertler - OBemdito
Publicado em 13 de maio de 2024 às 15h31 - Modificado em 13 de maio de 2024 às 16h54
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A Capital da Amizade amanheceu novamente sob um véu de fumaça, causando não só curiosidade, mas também desconforto entre os moradores. Alguns leitores enviaram imagens de chamas no Parque Nacional de Ilha Grande, em Guaíra, levantando questionamentos sobre sua origem.

OBemdito conversou com Pablo Davi Kirchheim, analista ambiental e chefe substituto do núcleo de gestão integrada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que esclareceu que, embora houvesse uma queima conforme o Plano de Manejo Integrado do Fogo do Parque (PMIF), aprovado em 2023, isso não estava relacionado à fumaça em Umuarama.

Pablo compartilhou imagens do sistema de monitoramento de focos de incêndio, que indicam a presença de um pequeno incêndio em Umuarama e outro de maior proporção entre Perobal e Umuarama. Ele também explicou que existem focos no Rio Amambaí, próximo ao Mato Grosso do Sul, que podem estar ajudando a aumentar a fumaça no município.

“É muito provável que essa fumaça esteja mais relacionada a essas situações de fogo, essas queimas que ocorrem em áreas rurais, às vezes em áreas com plantações de eucalipto, que acabam enfrentando esses problemas com fogo. Nessa distância, é mais provável que a fumaça em Umuarama tenha relação com esses casos. A área da queima prescrita está ativa, mas controlada”, explicou Pablo.

As áreas marcadas em vermelho mostram os pontos de incêndio na região. Imagem: ICMBio

O analista ambiental também esclareceu a questão sobre o fogo avistado no Parque Nacional de Ilha Grande, nos últimos dias.

“Realizamos esse manejo na ponta sul da ilha, a poucos quilômetros de Guaíra, porém, a condição climática atrapalhou a queima prescrita. Com essa massa de calor estacionada em todo o Paraná, o vento está direcionado para Guaíra e, à noite com a temperatura baixa, fica muito concentrada na cidade”, explicou.

Pablo reforçou que a queima prescrita é uma técnica essencial de manejo que cria barreiras naturais para conter o avanço de incêndios florestais durante períodos de seca. Essa prática é adotada em vários países e tem demonstrado resultados significativos na redução de incêndios florestais de grande escala. Nas unidades de conservação administradas pelo ICMBio, a queima prescrita tem sido uma ferramenta crucial na proteção do patrimônio natural e na segurança das comunidades vizinhas.

Fotos: Colaboração/OBemdito

“Em 2021, aproximadamente 60% do parque pegou fogo e foi muito violento, afetando de forma intensa a fauna. A queima prescrita diminui o impacto, pois é o excesso de biomassa que pode causar o incêndio, por isso, realizar essas queimas acaba protegendo o ambiente. Quando fazemos esse manejo, a área fica protegida por até 2 anos”, esclareceu.

Ele também explicou que essa queima está sendo direcionada até o rescaldo, onde não há vegetação, para que se encerre com segurança. A previsão de encerramento é nesta terça-feira (14), com a entrada da frente fria e a mudança do vento ocorrida nesta sexta-feira (10).

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