Cirurgião oncológico da Uopeccan, Francisco Guilherme Fernandes | Foto: Assessoria Uopeccan
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. É o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. Cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão. O Agosto Branco é dedicado à campanha de conscientização sobre o câncer de pulmão, que está ligado ao tabagismo e continua apresentando um grande desafio: o diagnóstico precoce.
“Entre os principais sintomas que o paciente pode ter são tosse que não melhora após semanas, mudança no padrão de uma tosse antiga (crônica), escarro com raios de sangue, rouquidão persistentes, dor torácica, falta de ar e perda de peso sem causa aparente, esses sinais podem estar ausentes nos casos iniciais”, ressaltou o cirurgião oncológico da Uopeccan, Francisco Guilherme Fernandes.
Apesar da gravidade, o câncer de pulmão tem cura quando identificado precocemente e o seu tratamento pode ser feito com cirurgia, radioterapia, quimioterapia e mais recentemente com terapia alvo molecular.
A decisão da melhor forma de tratamento necessita de uma abordagem multidisciplinar e é baseada no estágio que o tumor se encontra no diagnóstico. Portanto é imprescindível que seja feito um diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.
A espera para procurar o especialista apenas com o aparecimento dos sintomas pode muitas vezes detectá-lo numa fase avançada da doença, que se desenvolve muito rápido, havendo menor chance de cura. O diagnóstico do câncer de pulmão localizado, estágio precoce, segundo dados epidemiológicos é de apenas 16%.
“Aquelas pessoas que têm o hábito de fumar há anos precisam ficar mais atentas para iniciar o rastreamento apropriado e estarem atentas aos sinais e sintomas, caso houver alguma alteração é preciso procurar assistência médica”, orientou o especialista.
O médico Francisco conta ainda que “que o tabaco não é único causador do câncer de pulmão, apesar de sua forte relação. Contudo, aqueles que nunca fumaram também podem vir a desenvolver a doença e, por tanto, todos precisamos ficar atentos aos exames de rastreio”, finalizou.
Os fumantes passivos também fazem parte dos casos diagnosticados, uma vez que inalam a fumaça de substâncias tóxicas produzida pelo tabaco. Além disso, a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, bronquite crônica, fatores genéticos e histórico familiar da doença também contribuem no desenvolvimento desse tipo de câncer.
(Assessoria Uopeccan)
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