Saúde

Profissionais de saúde de Umuarama participam de palestra sobre prevenção ao suicídio

Mais de 90 profissionais de saúde participaram da palestra “Suicídio: O foco é a prevenção”, com o médico psiquiatra dr. Guilherme Derenusson, especialista em saúde mental. A ação faz parte do Setembro Amarelo, mês dedicado a debater o tema.

O objetivo foi inteirar os servidores sobre o assunto para que possam reconhecer os sinais de risco e oferecer todo apoio necessário para o paciente, já que, com o direcionamento correto, as tentativas de suicídio podem ser evitadas se identificadas em tempo prévio.

A capacitação é uma realização do SAP (Serviço de Atendimento Psicológico), ligado à Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama. A psicóloga Nathalia Ynae Marrique Giroldo, coordenadora do setor, comenta que o suicídio ainda é envolto em muitos mitos que podem prejudicar na luta para ser evitado.

“A palestra do Dr. Guilherme Derenusson foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Saúde e teve como eixos principais os sintomas, as estatísticas e a prevenção a esse comportamento classificado como autolesivo”, explica.

O psiquiatra detalhou que a tentativa de suicídio é fenômeno humano de magnitude considerável. “Segundo estudos, para cada caso de suicídio, há pelo menos dez tentativas com gravidades variadas. É importante olharmos para esta situação sob o ponto de vista epidemiológico, objetivando identificar as situações de risco e minimizá-las evitando assim a morte precoce do indivíduo”, afirmou.

Ele acrescentou que muitas vezes a tentativa de suicídio está relacionada a um ato desesperado para acabar com o sofrimento e não necessariamente com a vida, mas que é preciso estar atento para a promoção da qualidade de vida, proteção, educação, recuperação da saúde e prevenção de danos e demonstração da necessidade de sensibilização da sociedade de que o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido.

Dr. Derenusson ressaltou que é fundamental que toda a sociedade pare para refletir sobre o que ele classificou como ‘grave problema de saúde pública, que envolve questões socioculturais, históricas, psicossociais e ambientais’.

“Tanto fatores de risco quanto de proteção ao comportamento suicida são complexos, com múltiplas determinações, que porém podem ser prevenidos através de intervenções oportunas embasadas em dados e práticas confiáveis. O Brasil é o oitavo país das Américas em número de suicídios, prática que tem tido crescimento expressivo do no mundo inteiro”, apontou.

(Reportagem: Assessoria PMU)

Redação

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