Umuarama

Problemas sociais se agravam no espaço da antiga rodoviária de Umuarama

Os problemas sociais, que já eram bastante grandes na antiga rodoviária de Umuarama, seguem se agravando, cada vez mais. A desocupação de alguns boxes do atual terminal metropolitano fez com que aumentasse um problema que já vêm de muitos anos: o uso de drogas e de pessoas dormindo no chão, muitas vezes, sem ao mesmos um cobertor.

Nesta quinta-feira (1º) OBemdito esteve no local por volta das 10h da manhã e presenciou diversas pessoas dormindo em colchões, em cima de papelão ou no chão puro. “É uma vergonha isso, fica feito para uma cidade como Umuarama, parece uma cracolândia”, afirmou um dos comerciantes que não quis se identificar com medo de represálias.

“Na semana passada veio uns quatro policiais aqui de madrugada e colocaram todo mundo para correr. Se todos os dias fosse assim, eles iriam embora. O que acontece é que os usuários que estavam lá na praça, vieram para cá porque está mais quente aqui [dentro do espaço]. Agora ficam a noite inteira usando drogas e fazendo as necessidades a céu aberto”, desabafou outro comerciante.

No local também é possível observar muitas pessoas aposentadas sentadas em cadeiras. Sem ter nada para fazer, eles passam grande parte do dia conversando e, na sua maioria, já se acostumaram com a situação. “Tem que trazer um cobertor para eles”, disse um dos aposentados enquanto OBemdito fazia imagens no local.

Outras pessoas acabam se acampando no local, onde também é possível encontrar indígenas e pessoas de outros municípios que chegam e não tem lugar para ficar. “Sempre tem bastante gente por aqui, é dificil quando não tem ninguem pedindo alguma coisa”, comentou outro aposentado.

Com mais essa situação, os problemas sociais que já eram preocupantes, ficam cada vez mais visíveis e maiores. Os mesmo problemas também são registrados na Praça da Bíblia e no terminal urbano, que ficam na mesma região localizada ao lado clínicas e hospitais.

OBemdito entrou em contato com prefeitura de Umuarama para saber como o poder público tem lidado com a situação. Em nota, a prefeitura informou que a maioria das pessoas que passaram a dormir no local “são dependentes químicos que não aceitam encaminhamento para o abrigo conveniado à Prefeitura” e que o “Centro Pop visita, todos os dias, a rodoviária velha e outros pontos onde pessoas em situação de rua se concentram e oferece acolhimento em abrigo, orientações sobre saúde e opção de tratamento médico”.

Ainda segundo a prefeitura, nos dias de frio o Centro Pop “intensifica o monitoramento de pessoas em situação de rua, com equipes atuando 24h por dia para tentar dar o melhor às pessoas nesta condição”, finaliza.

Confira a nota na integra:

“De acordo com o Centro Pop, na maioria são dependentes químicos que não aceitam encaminhamento para o abrigo conveniado à Prefeitura. O número de pessoas é bem variável, mas na média tem até diminuído nos últimos dias.

– O que a prefeitura tem feito a respeito desta situação.

A equipe do Centro Pop visita, todos os dias, a rodoviária velha e outros pontos onde pessoas em situação de rua se concentram e oferece acolhimento em abrigo, orientações sobre saúde e opção de tratamento médico. Aos que não aceitam, geralmente usuários de entorpecentes, são oferecidos cobertores e bebidas quentes (chá, chocolate, etc.).

– Se tem alguma ação programada pela ação social ou outro departamento nos próximos dias

Com a queda nas temperaturas e o início do inverno se aproximado, o Centro Pop intensifica o monitoramento de pessoas em situação de rua, com equipes atuando 24h por dia para tentar dar o melhor às pessoas nesta condição. Quem aceitar acolhimento será levado até um abrigo onde terá pouso, banho e alimentação”.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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