Saúde

Marelise de Sousa relembra como seu tumor benigno evoluiu para um câncer de mama

Desde 2016, Marelise Sezerino de Sousa, 49, acompanhava um nódulo benigno no seio direito, descoberto através do exame de mamografia. Ela é paciente do Hospital Uopeccan.

“O nódulo era pequeno, categoria 3. Eu fazia acompanhamento semestral e o médico disse que não tinha motivo para mexer, pois era muito pequeno. A cada seis meses eu vinha para o hospital, repetia os exames e passava por consulta. O nódulo ficou estável por 2 anos e passou a ser considerado benigno”, relembra.

Por conta disso, as consultas passaram a ser anuais. “A última vez que eu fiz a consulta de rotina foi em dezembro de 2020, refiz os exames e estava tudo certo, o retorno ficou agendado para dezembro de 2021. Mas, em março, no banho, eu senti um caroço na mesma região. Fiquei assustada, vim me consultar, o médico fez o exame e a biópsia na sequência e no dia 15 de março eu recebi o diagnóstico de que era câncer”.

Apesar de acompanhar anualmente, foi no autoexame que Marelise notou algo diferente no corpo e agiu certo: buscou ajuda especializada, como explica o oncologista clínico do Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel Lucian Lucchesi. “Ao sentir um caroço, nódulo no seio, o ideal é que a mulher buque atendimento imediatamente. Há, além do câncer, nódulos benignos no seio que são muito frequentes e não causam problemas. No entanto, somente o médico é capaz de avaliar a gravidade e necessidade do tratamento”.

O autoexame substitui o exame de imagem?

Não. Mesmo que seja essencial para um possível diagnóstico precoce, o autoexame não deve ser utilizado para substituir os exames de imagem. Um exemplo claro é o caso de Marelise que, de uma suspeita, foram necessários demais exames para confirmar. “No caso de pacientes em que um nódulo benigno evolui para um câncer, o acompanhamento precoce influencia no sucesso do tratamento, quanto mais precoce foi a detecção, melhor. A doença na fase inicial tem maiores chances de cura, além disso, o tratamento tende a ser menos agressivo”, enfatiza o médico.

Tratamento

Após 11 dias do diagnóstico, Marelise passou por uma cirurgia para a retirada do linfonodo sentinela e esvaziamento axilar. Além disso, realizou 16 sessões de quimioterapia e 30 de radioterapia. Atualmente, ela faz as consultas de rotina.

Fé é a palavra-chave

Para Marelise, a fé foi um dos principais pilares que a ajudou a passar pelo tratamento. “Eu tenho muita fé em Deus, meu pai é pastor, então por mais que a minha família não more em Cascavel, eles estiveram muito presentes em todos os momentos. Os meus filhos aqui me deram muito suporte, principalmente meu filho do meio que tinha 22 anos na época e teve que assumir a responsabilidade da casa”.

Agendamento de mamografia

Este mês, é Outubro Rosa, para a conscientização sobre o exame de mama. Na Uopeccan não é necessário trazer um encaminhamento médico do posto de saúde, basta ligar nos telefones (45) 2101-7015 ou (44) 2031-0831 ou agendar pelo site https://outubrorosa.uopeccan.org.br/. O exame é oferecido de forma gratuita o ano todo.

(Assessoria de Comunicação Uopeccan)

Redação

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