Cotidiano

Luccas Abagge é morto em confronto com a polícia no interior do MS

Luccas Abagge, de 32 anos, condenado a 86 anos de prisão pela Justiça do Paraná, morreu na tarde deste sábado (10) em um confronto com a polícia em Fátima do Sul, no Mato Grosso do Sul. Ele estava foragido desde o dia 3 de setembro, do presídio de Segurança Máxima de Dourados.

Policiais do Setor de Investigações Gerais de Dourados e de Fátima do Sul monitoravam o local onde Luccas poderia estar e descobriram sua localização, em Fátima do Sul. Durante a tentativa de abordagem houve troca de tiros. Luccas foi atingido e não resistiu aos ferimentos.

Luccas Abagge foi preso em Ponta Porã (MS) em 18 de junho, tentando entrar no Brasil pela fronteira seca com o Paraguai.

Tido pela polícia como perigoso e condenado a mais de 80 anos de prisão por crimes de homicídio, roubos e tráfico de drogas, ele é filho de Beatriz Abagge, que respondeu processo judicial pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, no litoral do Paraná, na década de 90. E por uma infeliz coincidência, Luccas tinha um documento falso quando foi preso, justo com o nome de Evandro.

Luccas já é condenado por dois homicídios ocorridos no Paraná. O primeiro deles foi o assassinato do adolescente Matheus de Godoy Bueno, na época com 16 anos.

O crime ocorreu em 2015 na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, no bairro Batel, em Curitiba. Houve uma discussão generalizada no local. Mas 15 minutos depois que a confusão se acalmou, Lucas voltou armado e atirou na multidão. Matou Matheus e feriu outro adolescente, que sobreviveu. Por este crime, Lucas foi condenado, em julho de 2019, a 32 anos de cadeia.

O criminoso foi preso um mês depois, mas fugiu logo em seguida da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, presídio onde ficam trancafiados bandidos tidos como muito perigosos.

Caso Evandro

A mãe de Luccas, Beatriz Abagge, respondeu processo na Justiça pelo assassinato do menino Evandro Ramos Caetano, em 1992 em Guaratuba, no litoral do Paraná. Investigações da época apontaram que Beatriz e sua mãe, Celina Abagge, eram as mandantes do crime, um ritual de magia negra que necessitava de uma criança.

Outros envolvidos no crime foram julgados também. No caso de Beatriz e Celina, houve dois júris. O primeiro foi o júri mais longo da história do judiciário paranaense, durou cerca de 30 dias.

Mas o júri foi anulado e novo julgamento aconteceu. Mas, neste caso, só Beatriz respondeu ao crime, pois Celina já estava idosa e, pela idade e pela legislação vigente, o crime “caducou”. A todo momento Beatriz nega as acusações contra ela e tem se dedicado ao ativismo social, contra o que chama de erros da justiça.

(RicMais)

Redação

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