Foto: Assessoria PMU
Agricultores de Umuarama e região conheceram novos produtos e técnicas de manejo para o controle das formigas cortadeiras durante dia de campo realizado na quinta-feira (28), na propriedade rural do empresário Alcides Françolin, às margens da rodovia PR-489 – na saída para Xambrê.
A infestação de saúvas e quenquéns, entre outras espécies, historicamente tem causado prejuízos principalmente nas áreas de pastagens, que predominam no Noroeste do Estado, mas também atingem outras culturas.
A praga é de difícil controle, como descreve o biólogo José Cosme de Lima, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR/PR). “Não temos como acabar com as formigas cortadeiras, mas com os cuidados adequados é possível controlar os formigueiros e minimizar os prejuízos. É necessário o monitoramento constante e a aplicação correta dos inseticidas e técnicas de manejo”, afirmou.
A atividade foi realizado em homenagem ao Dia do Agricultor, comemorado nesta quinta, de acordo com o gerente regional do IDR-PR em Umuarama, Rafael Meyer de Matos, que enalteceu o apoio de parceiros importantes na realização do evento – como a Prefeitura, a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) e algumas empresas.
O dia de campo reuniu ainda secretários e diretores de agricultura e pecuária de várias prefeituras da região. Com o apoio da equipe da Secretaria Municipal de Agricultura de Umuarama, foram montados pontos de observação com escavações, mostrando a extensão e a profundidade dos formigueiros, bem como o resultado de variadas ações de controle.
O secretário municipal da Agricultura, Cleverson Alvarenga, e o diretor de Agricultura e Pecuária, Murilo Teixeira, destacaram a necessidade de controlar esta praga, que pode comprometer seriamente lavouras e pastagens.
“O conhecimento é muito importante para um combate eficaz. O dia de campo é um momento para demonstrar produtos, ações, técnicas e experimentos que podem dar bons resultados. Já vimos formigueiros com até 600 m² de área. Imagina o prejuízo para o agricultor”, comentou Alvarenga, que parabenizou os agricultores presentes e o IDR/PR pela realização do evento.
O dia de campo teve apresentação de diversos experimentos, demonstração prática dos protocolos e metodologias de controle, bem como de formigueiros manejados, e também a utilização de drones para o combate às cortadeiras.
“Temos de usar de todas as ferramentas, porque o desafio é grande. Mas é preciso identificar o que é mais eficaz em cada propriedade, observar o comportamento e a biologia da espécie predominante”, recomendou José Cosme.
Um formigueiro adquire a capacidade de infestação a partir dos 36 meses de vida – período em que o combate é mais eficaz. Os prejuízos se tornam visíveis quando são abertos os ‘olheiros’ de alimentação do formigueiro.
“As formigas não comem as folhas que cortam, mas levam para a colônia a fim de cultivar fungos. A ‘panela’ de fungos deve ser o alvo do controle, e não os monturos que elas formam para descartar os resíduos”, orientou.
Na propriedade visitada foram encontrados formigueiros com mais de 300 m² de área, que podem chegar a até sete metros de profundidade. “Segundo medições realizadas na preparação do dia de campo, apuramos perdas de até 14% da área de pastagem apenas com os monturos escavados pelas formigas”, completou.
O desafio é combater o elevado número de colônias que se formam rapidamente e a grande quantidade de indivíduos que habitam cada colônia, além da voracidade dos formigueiros, que chegam a abrir trilhas por onde passam as cortadeiras, devastando folhas, brotos e cachos. O dia de campo contou com a presença, ainda, do chefe do núcleo regional da Seab, José Antônio de Andrade Duarte, e do agrônomo José Jaime de Lima, do IDR/PR.
(Assessoria PMU)
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