Cotidiano

Júri absolve irmãos que foram presos após tiroteio em garapeira de Mariluz

Os réus Miraldo Oliveira Batista, de 30 anos, e Wellinton Oliveira Batista, de 26, foram a júri popular nesta segunda-feira (25), acusados de envolvimento no tiroteio em uma garapeira às margens da rodovia PR-486, em Mariluz. Eles, que negavam o crime desde o ocorrido, em 4 de agosto 2019, foram inocentados das acusações durante a sessão.

Conforme o advogado João Ricardo Sposito, “na ocasião, houve uma morte e teve também quatro tentativas. Na época teve a suspeita, de forma equivocada, de que os irmãos Niraldo Oliveira Batista e Wellington Oliveira Batista seriam os autores dos tiros que tirou a vida da vítima Claudinei e feriram mais 4 pessoas. Eles sempre negaram e mesmo assim foram presos sob suspeita. Ficaram presos mais de 700 dias”.

O advogado explicou que a defesa trabalhou somente com a tese de negativa de autoria, porque não existia nos autos provas concretas para incriminar os dois irmãos. Os dois, que estavam presos na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco) compareceram ao júri no Fórum de Cruzeiro do Oeste.

A sessão começou às 9h e terminou às 21h e foi presidida pela juíza Patrícia Reinert Lang. A acusação ficou a cargo da promotora Wilza Machado Silva Lacerda, que pediu a condenação dos acusados nos termos da denúncia.

A defesa do acusado Niraldo Oliveira Batista, foi feita pelos advogados João Ricardo Spósito, Arlindo Vieira dos Santos e Adriano Ciriaco Gomes. A defesa do acusado Wellington Oliveira Batista, foi feita pelos advogados Luiz Eduardo dos Santos e Juarez dos Santos Junior

A tese da defesa foi aceita pelos jurados e os réus foram absolvidos.

O ocorrido

Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas em um tiroteio na garapeira às margens da rodovia PR-486, em Mariluz. Na época o delegado de Cruzeiro do Oeste, Isaías Cordeiro Lima, pediu a prisão preventiva dos irmãos e de outras duas pessoas suspeitas de envolvimento no crime.

Os mandados haviam sido cumpridos após a polícia ouvir testemunhas que afirmaram ter reconhecido os irmãos no episódio. Todavia, eles negavam a participação desde que foram acusados de envolvimento.

A vítima fatal do tiroteio foi identificada como Claudinei Candido, 28 anos, conhecido como “Neguinho”. Ele foi alvejado por disparos de revólver e ficou internado no Norospar em Umuarama, porém não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 12 de agosto de 2019.

(Reportagem atualizada às 14h40)

Redação

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