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Veterinário alerta pecuaristas da região para surgimento de focos da raiva bovina

Veterinário alerta pecuaristas da região para surgimento de focos da raiva bovina
Foto: Danilo Martins/OBemdito
Foto de Marcos de Oliveira
Publicado em 6 de abril de 2022 às 11h44 - Modificado em 22 de maio de 2025 às 09h37

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) alerta os pecuaristas da região para a importância de vacinar o rebanho e evitar a contaminação pela raiva bovina. Em Altônia e Iporã, duas propriedades rurais no Jardim Paredão e na Vila Nilza confirmaram focos da doença.

O veterinário da Agência Regional da Adapar de Umuarama, José Carlos Pereira, aconselha os produtores a adotar a vacinação em massa do rebanho. A vacina contra a raiva pode ser encontrada em qualquer loja veterinária e deve ser aplicada em duas doses no intervalo de 30 dias.

A raiva bovina é causada por um vírus transmitido pelo morcego hematófago, que se alimenta do sangue dos rebanhos. Ao ser contaminado, o bovino fica doente e apresenta dificuldade de deglutir (se alimentar), para de ruminar, sua pupila fica dilatada e os pelos eriçados. O animal passa a salivar e andar cambaleando. Na maioria dos casos, a doença leva a morte.

“Aqui na região o morcego aparece com frequência pelas condições favoráveis de abrigo com pouca luminosidade, umidade e alimento. O mamífero percorre distâncias de cerca de 10 quilômetros. Em janeiro foram encontrados focos da raiva em Terra Roxa”, explicou o veterinário José Carlos, que atende pela regional os municípios de Iporã, Altônia, Francisco Alves, Pérola e Umuarama.

Por se tratar de uma zoonose, a raiva bovina pode ser transmitida aos seres humanos que mantiverem contato com a saliva e fezes dos animais infectados.

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