Umuarama

Vereadores aprovam por unanimidade a instalação da CPI da Saúde em Umuarama

Por unanimidade dos presentes, a Câmara de Umuarama aprovou na noite desta segunda-feira (17) a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai apurar as denúncias de desvios de recursos da saúde no município.

Dois vereadores não participaram da sessão ordinária. Ronaldo Cruz Cardoso apresentou atestado de positivação para a Covid-19 e Newton Soares pediu licença de 15 dias. Ele já havia se ausentado na segunda-feira passada (10) e justificou problemas familiares.

O nome de Newton Soares consta das investigações do Ministério Público (MP) no âmbito da operação Metástase. O vereador está proibido de entrar no prédio da Prefeitura, mas o acesso à sede do Legislativo, seu lugar de trabalho, continua liberado.

Votaram pela aprovação da CPI: Ana Novais, Clebão, Cris das Frutas, Edinei do Esporte, Mateus Barreto, Pé Duro, Sorrisal e o presidente da Câmara, Fernando Galmassi.

Deflagrada no dia 5 de maio, a Operação Metástase apura desvios no Fundo Municipal de Saúde. O valor, de acordo com o MP, pode ultrapassar R$ 19 milhões. Sete pessoas foram presas (cinco empresários e dois servidores públicos) foram presas. 

O objetivo da CPI instalada nesta noite é ampliar as investigações do MP. Os primeiros vereadores e apontarem a necessidade da comissão foram Ana Novais e João Paulo Rodrigues Maciel de Oliveira, o Sorrisal.

Pedido de afastamento do prefeito

Também na sessão desta segunda-feira foi lido pelo presidente Fernando Galmassi o pedido cautelar de afastamento do prefeito Celso Pozzobom pelo prazo de 180 dias. Pozzobom é investigado na operação Metástase. 

De acordo com o regimento interno da Câmara, a petição de afastamento só pode entrar na pauta de discussões do plenário na sessão ordinária seguinte, ou seja, 21 de maio. 

Caso haja maioria em torno do processo de afastamento, três vereadores são sorteados em sessão pública para dar seguimento à denúncia. O prefeito é imediatamente comunicado e passa a contar o prazo de 15 dias para sua defesa prévia. 

Na sequência, a comissão julga se aceita ou não os argumentos do prefeito. Sim ou não, a decisão do grupo é novamente encaminhada para o julgamento do plenário, que decidirá pelo afastamento ou pelo arquivamento do pedido.

Um advogado especialista ouvido por OBemdito disse que um desfecho para um eventual afastamento de Pozzobom pode durar, na melhor das hipóteses, de um mês e meio a dois meses.

LEONARDO REVESSO

Recent Posts

As dramáticas viagens de ‘jardineira’ de antigamente davam medo!

Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...

2 horas ago

Mãe convive apenas sete dias com a filha recém-nascida e morre de câncer

Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…

3 horas ago

Umuaramense revela santuário subaquático com peixes gigantes no Rio Paraná; vídeo

Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…

4 horas ago

Simepar prevê tempestades em Umuarama ainda neste domingo; confira previsão

Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…

5 horas ago

Dor e comoção marcam a morte de jovem atropelado em Umuarama

A madrugada deste domingo (18) interrompeu de forma abrupta a rotina de trabalho de Pedro…

7 horas ago

Aos 84 anos, fã passa 15 horas em pé para ver Eduardo Costa no Verão Maior; vídeo dançante

O amor de fã não parece conhecer limites e nem de idade. Aos 84 anos,…

8 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais