O médico cardiologista Rodolfo de Faria Carvalho / OBEMDITO
17 de maio é o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, uma doença que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge cerca de 30% da população adulta ao redor do mundo.
No Brasil, a situação é preocupante, já que a última Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica um crescimento de 2,5% no índice de hipertensos, entre 2013 e 2019. Conforme os dados da amostra, mais de 60% dos idosos no país são acometidos pela pressão alta.
A hipertensão arterial é caracterizada pelo aumento anormal da pressão que o sangue faz quando circula pelo corpo. Isso acontece porque o estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue.
Essa pressão alta dilata o coração e danifica as artérias. Segundo a OMS, é considerada hipertensa a pessoa que apresenta valores iguais ou maiores que 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg), em repouso.
A hipertensão arterial é a principal causa do infarto e do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por isso há a necessidade de esclarecer os cuidados com a doença.
Conforme um estudo brasileiro desenvolvido pelas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram em 31% durante a pandemia do Coronavírus.
Sem contar que a hipertensão arterial aumenta o risco de evolução da Covid-19 para formas graves.
De acordo com o médico cardiologista de Umuarama, Rodolfo de Faria Carvalho, dentre os mecanismos que desencadeiam um AVC está o envelhecimento precoce das artérias, que leva a um maior depósito de colesterol nos vasos sanguíneos.
Nesse sentido, o aumento da pressão também pode levar ao rompimento de uma artéria, podendo ocasionar um AVC hemorrágico, por exemplo.
Os principais fatores que se correlacionam com a hipertensão são obesidade, envelhecimento, sedentarismo, consumo excessivo de sal, tabagismo, diabete, histórico familiar e falta de assistência médica.
Outros fatores que devem ser observados durante esse período de pandemia é o estresse e a ansiedade, que também são causas de hipertensão.
“Quando passamos por uma situação que desencadeia o estresse e a ansiedade, liberamos hormônios que podem levar ao aumento dos níveis tensionais. Esses fatores podem cursar com picos pressóricos em pessoas que possuem a pressão arterial normal e também podem se alterar ainda mais nos indivíduos que já possuem o diagnóstico de hipertensão arterial”, destaca o cardiologista.
Doutor Rodolfo afirma que a hipertensão se manifesta com poucos sintomas na maioria dos pacientes, porém, há alguns sinais que devem ser observados. “Na maioria das vezes a doença é assintomática, mas, é importante se atentar às dores de cabeça, turvação visual, falta de ar, dor no peito e tonturas”, explica.
Com relação aos cuidados, o cardiologista recomenda que se mantenha uma alimentação rica em hortaliças, frutas e com pouco sal. Também é importante a prática de exercícios físicos e de atividades que visem controlar o emocional, para diminuir os níveis de ansiedade e estresse.
“A aferição da pressão de forma regular e o uso correto das medicações, quando prescritas, são fundamentais para o controle adequado da pressão arterial”, ressalta.
A recomendação do médico às pessoas que possuem pressão arterial leve (estágio 1) e sem fatores adicionais de risco é que procure um médico a cada seis meses para avaliações.
Os estágios mais avançados necessitam de um acompanhamento mais assíduo. Em casos de elevações frequentes de pressão, o médico indica a procura de uma assistência médica o mais rápido possível para o início do tratamento, que é individualizado de acordo com cada paciente.
SERVIÇO
Dr. Rodolfo de Faria Carvalho, médico cardiologista: atende na clínica Pulsar, na avenida Ângelo Moreira da Fonseca, 3759, Umuarama (PR). Telefone: (44) 3624-1606.
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