Saúde

Umuarama mantém certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV

O Ministério da Saúde mais uma vez entregou a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV ao município de Umuarama, reconhecimento que a Secretaria Municipal de Saúde conquistou em 2019 pela primeira vez. O Ambulatório Municipal de Infectologia foi comunicado após análise de grupo de especialistas responsáveis por avaliar se a cidade atende às condições de impacto exigidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O médico infectologista Ricardo Delfini Perci relata que o município foi o segundo no Brasil a conquistar essa certificação – a primeira cidade brasileira certificada foi Curitiba, em 2017.

“Após análise de documentos comprobatórios, os especialistas deferiram pela manutenção da certificação por mais três anos, conforme orientações do Guia de certificação de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e Sífilis. Para nós, profissionais que atuamos diretamente nessa luta, é um motivo mais que importante para comemorar”, afirma o chefe do Ambulatório.

Segundo Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, podem concorrer à certificação os municípios com mais de 100 mil habitantes que atendam a critérios rígidos, como qualidade dos programas e serviços de saúde, da vigilância epidemiológica, dos laboratórios, das questões referentes ao respeito aos direitos humanos, igualdade de gênero e a participação da comunidade, entre outros.

Ele observa que para se obter a certificação é preciso que o município atinja os indicadores de impacto que se referem aos últimos três anos da análise, como a taxa de incidência de novas infecções de HIV em criança, por ano de nascimento (menor ou igual a 0,3) e a proporção anual de crianças infectadas pelo HIV entre as crianças expostas acompanhadas pela rede SUS (menor que 2%).

Outro critério avaliado é o de indicadores de metas e de processo, de acordo com os dois últimos dois anos, que incluem cobertura mínima de quatro consultas no pré-natal, cobertura de gestantes com pelo menos uma testagem para o HIV no pré-natal, cobertura de gestantes infectadas pelo HIV em uso de terapia antirretroviral, cobertura de crianças exposta ao HIV em uso de profilaxia antirretroviral, tudo maior ou igual a 95%.

Maria de Lourdes Gianini, coordenadora do Ambulatório de Infectologia de Umuarama, pontua que para a manutenção dessa certificação foi primordial dar continuidade às intervenções preventivas e terapêuticas realizadas pelo Ambulatório de Infectologia de Umuarama.

“Com esse documento é possível verificar a qualidade da assistência ao pré-natal, do parto, puerpério e acompanhamento da criança e do fortalecimento das intervenções preventivas. É o reconhecimento do processo de trabalho de gestores e profissionais de saúde envolvidos nessa importante luta na eliminação da transmissão vertical do HIV”, analisa.

(Assessoria PMU)

Redação

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