Paulo Neves é condenado a 8 anos pela morte de ‘Piratinha’; outro réu é absolvido em Umuarama
O Tribunal do Júri de Umuarama condenou Paulo Neves de Brito a oito anos de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo homicídio de Valdinei Pereira do Nascimento, conhecido como “Piratinha”. O julgamento ocorreu na sexta-feira (23), quase sete anos após o crime, registrado em 3 de setembro de 2019, no Parque Jabuticabeiras.
Os jurados reconheceram a forma qualificada-privilegiada do homicídio. A decisão considerou a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima e a circunstância privilegiadora relacionada à violenta emoção, conforme os termos da condenação.
No mesmo julgamento, Fernando José Novaes, conhecido como “João Louco”, foi absolvido. Andrey de Lira Biazon, que também havia sido denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), morreu antes de ser julgado.
Crime ocorreu no Parque Jabuticabeiras
Valdinei foi morto a tiros na noite de 3 de setembro de 2019, na rua Jasmim, no Parque Jabuticabeiras. A investigação da Polícia Civil apontou que ele teria sido perseguido por ocupantes de um Volkswagen Parati branco e atingido por vários disparos enquanto tentava fugir a pé.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público em dezembro de 2019 atribuiu aos três denunciados diferentes funções na execução do crime. Segundo a acusação, Andrey teria fornecido a arma utilizada no homicídio, Paulo teria conduzido o veículo e Fernando seria o responsável pelos disparos.
A investigação também apontou um possível motivo relacionado a um desentendimento anterior com a vítima. Conforme a acusação, a discussão teria ocorrido quando os envolvidos intervieram em uma briga entre Valdinei e a esposa dele.
Essas informações integraram a denúncia apresentada à Justiça. O resultado do julgamento definiu a situação criminal dos réus submetidos ao Tribunal do Júri.
Investigação teve operação policial
Em outubro de 2019, a Polícia Civil deflagrou a Operação Poinê para avançar na apuração do homicídio. Durante a ação, os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão e localizaram uma arma apontada como a utilizada no crime, além de celulares e outros materiais.
A investigação buscou esclarecer a dinâmica do assassinato e a participação atribuída a cada suspeito. O caso foi encaminhado à Justiça e, após a tramitação processual, chegou ao julgamento pelo Tribunal do Júri.
(Com informações da 1ª Vara Criminal de Umuarama)
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