Foto de Rudson de Souza Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Caso Piratinha vai a júri em Umuarama sete anos após homicídio no Parque Jabuticabeiras

Caso Piratinha vai a júri em Umuarama sete anos após homicídio no Parque Jabuticabeiras
Valdinei Pereira do Nascimento, conhecido como Piratinha, foi morto a tiros em 3 de setembro de 2019, no Parque Jabuticabeiras (Foto Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen))
Foto de Rudson de Souza
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 17h23 - Modificado em 18 de outubro de 2026 às 17h23

O homicídio de Valdinei Pereira do Nascimento, conhecido como “Piratinha”, será levado ao Tribunal do Júri de Umuarama na próxima sexta-feira (23). O crime ocorreu em 3 de setembro de 2019, no Parque Jabuticabeiras, e mobilizou a Polícia Civil durante a investigação sobre a autoria e as circunstâncias da execução.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná em dezembro daquele ano descreve a participação atribuída aos investigados e sustenta que a vítima foi perseguida e atingida por diversos disparos de arma de fogo. O documento foi protocolado na 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama.

Conforme a acusação, o homicídio aconteceu por volta das 22h, na Rua Jasmim, nas proximidades do número 4.080. O Ministério Público afirma que os envolvidos teriam agido em conjunto, com divisão de tarefas durante a execução do crime.

Denúncia aponta perseguição e disparos pelas costas

De acordo com a peça acusatória, Valdinei passou por um bar onde estavam dois dos denunciados. Depois, enquanto caminhava pela Rua Jasmim, teria sido perseguido por outros envolvidos em um automóvel Volkswagen Parati branco.

A denúncia sustenta que os disparos foram efetuados durante a perseguição, inclusive pelas costas, quando a vítima tentava fugir a pé. Os ferimentos descritos no laudo de necropsia foram apontados como causa da morte.

O Ministério Público também atribuiu a dois dos denunciados a motivação de vingança, relacionada a uma discussão anterior com a vítima. Segundo a acusação, o desentendimento teria ocorrido quando eles intervieram em uma briga envolvendo Valdinei e a esposa dele.

Essas circunstâncias integram a versão apresentada pelo Ministério Público e deverão ser consideradas no processo judicial, respeitado o direito de defesa dos acusados.

Investigação teve operação policial em 2019

O caso também foi alvo da Operação Poinê, deflagrada pela Polícia Civil em outubro de 2019. A ação buscou reunir provas sobre o homicídio e cumprir mandados judiciais relacionados à investigação.

Na ocasião, os policiais apreenderam uma arma apontada como a utilizada no crime, além de celulares, drogas e dinheiro. A operação também resultou em prisões.

Julgamento deverá definir a responsabilidade criminal

Com a sessão prevista para sexta-feira, o caso chega a uma etapa decisiva da tramitação judicial. No Tribunal do Júri, cabe ao conselho de sentença decidir sobre a responsabilidade criminal dos réus pelos crimes dolosos contra a vida submetidos a julgamento.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná em 2019 aponta Andrey de Lira Biazon, Paulo Neves de Brito e Fernando José Novaes, conhecido como “João Louco”, como envolvidos no homicídio. Segundo a acusação, o crime teria sido cometido em conjunto, com divisão de tarefas entre os denunciados.

De acordo com o documento, Andrey teria fornecido a arma utilizada no assassinato, Paulo Neves de Brito teria conduzido o veículo e Fernando José Novaes teria efetuado os disparos. A denúncia também aponta como possível motivação uma vingança relacionada a uma discussão anterior envolvendo a vítima e a esposa dela.

O Ministério Público atribuiu aos denunciados diferentes formas de participação no homicídio e pediu que fossem submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. As informações correspondem à acusação formal apresentada em 2019 e não representam, por si só, uma decisão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos.

O OBemdito não conseguiu contato com a defesa dos réus até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações dos advogados.

LEIA TAMBÉM: Mulher grávida dá entrada no Norospar após ser espancada pelo companheiro em Umuarama

(Matéria realizada com base na denúncia do Ministério Público do Paraná)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.