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Moraes é sorteado relator de ação que pede registros de visitas de esposa, Vorcaro e Lulinha ao Senado

Alexandre de Moraes foi sorteado relator de ação que pede registros de entrada no Senado de sua esposa, Daniel Vorcaro, Lulinha e outras cinco pessoas - Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 16h51 - Modificado em 21 de setembro de 2026 às 16h54

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um mandado de segurança que pede registros de entrada e saída do Senado Federal. Entre os nomes citados estão a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A ação foi apresentada pelo vereador e empresário de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). O pedido busca informações sobre a presença de oito pessoas nas dependências do Senado e eventuais reuniões realizadas na Casa.

Kilter inicialmente apresentou o pedido à Justiça Federal do Paraná. A 1ª Vara Federal de Curitiba declarou não ter competência para julgar o caso, porque a ação envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).

O processo questiona a negativa do Senado aos pedidos de acesso às informações. A Casa argumentou que os registros de entrada e saída envolvem dados pessoais. Kilter sustenta que as informações têm interesse público e devem ser disponibilizadas.

Os pedidos foram apresentados com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo informações do processo, Kilter protocolou três solicitações ao Senado nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2026.

O vereador pediu informações referentes ao período iniciado em 1º de fevereiro de 2019. A solicitação envolve os registros de entrada e saída de oito pessoas nas dependências do Senado.

Entre os nomes estão Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Também aparecem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de Careca do INSS.

A lista inclui ainda Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Junior e José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico.

O mandado de segurança chegou ao Supremo em 17 de setembro. No dia seguinte, 18 de setembro, o processo foi distribuído por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes.

Até o momento, Moraes não tomou decisão sobre o pedido. O ministro também pode se declarar impedido de analisar o processo, já que sua esposa aparece entre as pessoas cujos registros foram solicitados.

A ação ganhou repercussão após a divulgação inicial do jornalista Daniel Gullino, da revista Veja. Outros veículos confirmaram posteriormente a distribuição do processo ao ministro do STF.

Leia também: Moraes e esposa viajaram em avião ligado a sócio do Banco Master, de Daniel Vorcaro

Com informações: Metrópoles

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