Moraes é sorteado relator de ação que pede registros de visitas de esposa, Vorcaro e Lulinha ao Senado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um mandado de segurança que pede registros de entrada e saída do Senado Federal. Entre os nomes citados estão a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A ação foi apresentada pelo vereador e empresário de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). O pedido busca informações sobre a presença de oito pessoas nas dependências do Senado e eventuais reuniões realizadas na Casa.
Kilter inicialmente apresentou o pedido à Justiça Federal do Paraná. A 1ª Vara Federal de Curitiba declarou não ter competência para julgar o caso, porque a ação envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
O processo questiona a negativa do Senado aos pedidos de acesso às informações. A Casa argumentou que os registros de entrada e saída envolvem dados pessoais. Kilter sustenta que as informações têm interesse público e devem ser disponibilizadas.
Os pedidos foram apresentados com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo informações do processo, Kilter protocolou três solicitações ao Senado nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2026.
O vereador pediu informações referentes ao período iniciado em 1º de fevereiro de 2019. A solicitação envolve os registros de entrada e saída de oito pessoas nas dependências do Senado.
Entre os nomes estão Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Também aparecem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de Careca do INSS.
A lista inclui ainda Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Junior e José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico.
O mandado de segurança chegou ao Supremo em 17 de setembro. No dia seguinte, 18 de setembro, o processo foi distribuído por sorteio ao ministro Alexandre de Moraes.
Até o momento, Moraes não tomou decisão sobre o pedido. O ministro também pode se declarar impedido de analisar o processo, já que sua esposa aparece entre as pessoas cujos registros foram solicitados.
A ação ganhou repercussão após a divulgação inicial do jornalista Daniel Gullino, da revista Veja. Outros veículos confirmaram posteriormente a distribuição do processo ao ministro do STF.
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Com informações: Metrópoles
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