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Caso Danilo Bido: Justiça marca audiência que pode levar ‘serial killer’ a júri popular

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Publicado em 17 de setembro de 2026 às 20h30 - Modificado em 17 de setembro de 2026 às 20h30

O processo que apura a morte de Danilo Roger Bido Ferreira, de 32 anos, terá uma nova movimentação em novembro. O advogado Richard Macedo, que representa a família da vítima, informou nesta semana que a Justiça designou para 11 de novembro de 2026, às 13h30, a audiência de instrução e julgamento na Comarca de Iporã.

A definição da data ocorre no momento em que também permanece mantido o laudo psicológico e psiquiátrico elaborado pela Polícia Científica do Paraná sobre a capacidade de Diego Augusto de Lima Santos, acusado pelos homicídios investigados no caso.

Na audiência de instrução e julgamento, são produzidas provas e ouvidas as partes e testemunhas do processo. Ao fim dessa fase, a Justiça avaliará se existem elementos para que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Danilo Roger Bido Ferreira, de 32 anos, foi encontrado morto na zona rural de Iporã, em agosto de 2025; processo que apura o crime terá nova etapa na Justiça (Foto Rede Social)

Laudo aponta capacidade para compreender os atos

O documento elaborado pela Polícia Científica concluiu que Diego apresenta transtorno de personalidade antissocial, além de histórico de episódios psicóticos.

Apesar disso, os peritos apontaram que ele tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos atribuídos a ele e de determinar o próprio comportamento quando os crimes ocorreram.

A conclusão afasta, conforme o resultado da perícia, a hipótese de inimputabilidade penal por doença mental, que havia sido levantada pela defesa.

O laudo também registra características consideradas pelos peritos durante a análise dos homicídios. Segundo o documento, os crimes apresentaram elementos de planejamento e escolha das vítimas e, em pelo menos um dos casos, houve tentativa de ocultação de provas para dificultar as investigações.

O assistente de acusação Richard Macedo já havia comentado a conclusão da perícia. “Diego possuía total capacidade de entender tudo o que ele realizou”, afirmou.

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Avaliação registrou relatos de conteúdo místico

Durante a avaliação psicológica e psiquiátrica, Diego declarou acreditar que era guiado por Anúbis, divindade da mitologia egípcia associada à morte. Segundo o laudo, ele afirmou que as vítimas teriam sido “libertadas” por ele.

Os especialistas também registraram relatos de perseguição e conteúdo místico-religioso. O documento aponta ainda que Diego teria recusado medicamentos prescritos porque acreditava que estava sendo envenenado.

Diego Augusto de Lima Santos, acusado pelas mortes investigadas em Iporã, está preso desde novembro de 2025 (Foto reprodução audiência Polícia Civil do Paraná)

Prisão ocorreu após morte de Danilo

Diego está preso desde novembro de 2025. A investigação ganhou repercussão após a morte de Danilo, encontrado com 18 facadas na zona rural de Iporã, em 31 de agosto de 2025.

Durante o andamento das investigações, um amigo da vítima chegou a ser preso temporariamente. Posteriormente, ele foi liberado após Diego confessar o crime e afirmar que havia agido sozinho.

Em depoimento à Polícia Civil, Diego afirmou ter matado Danilo “por puro prazer” e também declarou ser responsável por outros homicídios ocorridos em Iporã.

A Polícia Civil posteriormente o indiciou pelas mortes de Danilo Roger Bido Ferreira, José Antônio Rodrigues Gaia, de 61 anos, e Gilberto de Lucca, de 45 anos.

Além desses casos, durante os interrogatórios, Diego confessou outro assassinato. Essa morte passou a ser apurada em um procedimento separado.

Celular reuniu elementos usados na investigação

A investigação também encontrou no celular do acusado registros de localização referentes aos dias dos homicídios. Segundo a Polícia Civil, esses dados eram compatíveis com os locais relacionados aos crimes.

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Os investigadores encontraram ainda pesquisas na internet relacionadas a assassinatos. Entre elas estava uma busca sobre qual seria a pena para quem mata a própria mãe.

Esses elementos já haviam sido apresentados pela Polícia Civil durante a investigação e integraram o conjunto de informações reunidas no inquérito.

(Com informações da Polícia Civil do Paraná)

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