A fonoaudióloga da Uopeccan de Umuarama, Fernanda Cardia | Foto: Reprodução Facebook
Você já se imaginou sem voz? Ou quem sabe não conseguindo se comunicar através da fala e da mímica facial? Vamos ir mais além, e não podendo mastigar ou engolir os alimentos? Essas são uma das sequelas do câncer de cabeça que englobam tumores da cavidade oral, faringe, laringe e cavidade nasal.
Nesta quinta-feira (9) é comemorado o Dia do Fonoaudiólogo. O Hospital do Câncer Uopeccan destaca a importância desse profissional no processo de reabilitação dos pacientes oncológicos e acometidos pela covid-19.
Com os efeitos colaterais da quimioterapia, radioterapia e a cirurgia, dependendo do local e extensão do tumor do câncer de cabeça e pescoço, os pacientes podem apresentar redução de paladar, problemas dentários, mudanças na quantidade de saliva, dificultando a fala, a voz, a mastigação, e a deglutição.
De acordo com a fonoaudióloga, Silvia Mariano, é realizado um planejamento de terapia que contempla as particularidades presentes em cada caso, considerando a peculiaridade da adaptação de cada indivíduo.
“A reabilitação se baseia em adequar funções, dentro dos limites anátomo-funcionais impostos pelo tratamento, visando a melhor adaptação do paciente, em favor de sua reintegração social, na busca de uma melhor qualidade de vida”, conta a fonoaudióloga, Silvia Mariano.
Para os pacientes que tem dificuldade para engolir alimentos sólidos, pastosos ou líquidos, depois da retirada da sonda nasogástrica é feito o restabelecimento da alimentação via oral. Sendo inserido novas consistências alimentares e retirado manobras compensatórias, de modo que a deglutição fique o mais natural possível.
Já na articulação da fala, é trabalhado o desenvolvimento das articulações compensatórias e a desativação de compensações que possam estar contribuindo negativamente.
Reabilitação pós-covid-19
Entre os pacientes internados com covid-19 na Uopeccan de Umuarama, uma parte necessita de entubação, chegando a ficar entre 10 e 14 dias entubados, respirando por meio de ventilação mecânica. Com a recuperação, e retirada do tubo orotraqueal (extubação), alguns pacientes podem evoluir para um distúrbio da deglutição.
“O fonoaudiólogo é acionado para realizar a avaliação e intervenção fonoaudiológica terapias diretas ou indiretas de cognição, motricidade orofacial, deglutição, respiração ou alterações na comunicação nos estágios de tratamento pós intubação orotraqueal”, explicou a fonoaudióloga da Uopeccan de Umuarama, Fernanda Cardia.
Através de exercícios passivos ou ativos, dependendo da condição de cada paciente, possibilita a redução do cansaço durante a alimentação, e é avaliado a possível retirada da sonda nasoenteral, organização do sistema estomatognático, deglutição da própria saliva, manobras compensatórias e de proteção de via aérea, dentre outros.
(Assessoria Uopeccan e OBemdito)
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