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OAB Subseção Umuarama apoia pedido da OAB Paraná pelo afastamento de Alexandre de Moraes

OAB Subseção Umuarama apoia pedido da OAB Paraná pelo afastamento de Alexandre de Moraes
OAB Umuarama declara apoio à OAB Paraná em pedidos envolvendo Alexandre de Moraes e Paulo Gonet após desdobramentos da Operação Compliance Zero -Foto: Breno Esaki/Metrópoles
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Publicado em 4 de setembro de 2026 às 15h23 - Modificado em 4 de setembro de 2026 às 15h23

A OAB Subseção Umuarama declarou apoio à posição da OAB Paraná sobre o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes. A entidade também apoia o pedido envolvendo Paulo Gonet.

A manifestação da seccional paranaense ocorreu na quarta-feira (3). O Conselho da OAB Paraná aprovou as medidas por unanimidade durante uma sessão extraordinária.

O documento solicita o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes do exercício das funções. Também pede o reconhecimento da suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Pedido envolve caso Master

Segundo a OAB Paraná, o pedido de suspeição de Paulo Gonet envolve casos relacionados ao caso Master. A entidade também solicitou uma sessão extraordinária do Conselho Federal da OAB.

As medidas ocorrem após a divulgação do relatório da Polícia Federal relacionado à Operação Compliance Zero. O documento tornou-se público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A OAB Paraná classificou o cenário como uma grave crise institucional. A entidade defendeu uma manifestação institucional diante das informações apresentadas no relatório.

OAB Paraná defende direito de defesa

No documento, a seccional afirma que mantém o compromisso com as garantias individuais das autoridades envolvidas. A entidade também destaca o direito de defesa.

“Esta Seccional reafirma seu compromisso com as garantias individuais dos envolvidos e zela pelo direito de defesa do Ministro e do Procurador-Geral com o mesmo rigor com que defende o de qualquer cidadão.”

O documento, porém, estabelece uma distinção entre o direito de defesa e a permanência nas funções. Segundo a OAB Paraná, os dois pontos devem ser analisados separadamente.

“Mas a garantia de defesa e a permanência no exercício de funções sensíveis ao caso concreto são coisas distintas”, afirma o texto.

Entidade cita credibilidade do sistema de Justiça

A OAB Paraná também defendeu a necessidade de preservar as instituições da República diante das revelações. A entidade citou especificamente o Poder Judiciário e o Ministério Público.

“Ressalta-se que, acima dos interesses pessoais, estão as instituições da República”, declara o documento.

Segundo a seccional, a permanência das autoridades envolvidas pode comprometer as investigações. A entidade também afirma que a situação pode afetar a credibilidade do Sistema de Justiça.

“A preservação da autoridade do Poder Judiciário e do Ministério Público, neste caso, não pode ficar comprometida pela desaconselhável permanência das autoridades envolvidas, que compromete as investigações e coloca em risco a credibilidade do Sistema de Justiça”, afirma a OAB Paraná.

A OAB Subseção Umuarama declarou apoio à posição adotada pela seccional paranaense. A manifestação ocorre no contexto dos pedidos apresentados pela OAB Paraná ao Conselho Federal da entidade.

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