Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Defesa Civil de Iporã captura cobra-coral verdadeira encontrada dentro de piscina; vídeo

OBemdito
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 14h42 - Modificado em 27 de agosto de 2026 às 15h18

A Defesa Civil de Iporã foi acionada na manhã desta quinta-feira (27) para capturar uma cobra encontrada em uma residência. A serpente estava dentro de uma piscina.

O imóvel fica na rua Gonçalves Dias, onde moradores perceberam a presença do animal. A equipe realizou a captura com segurança e buscou confirmar a espécie.

Segundo um agente da Defesa Civil, um biólogo foi consultado para identificar a serpente. A análise confirmou que se tratava de uma cobra-coral verdadeira.

Leia também: Tatu-galinha é capturado pela Defesa Civil no centro de Iporã

Espécie venenosa

A serpente capturada pertence à espécie Micrurus corallinus, conhecida como cobra-coral verdadeira. Ela apresenta anéis pretos simples entre dois anéis brancos bem definidos.

A espécie ocorre preferencialmente em áreas próximas ao litoral. Ela também apresenta características diferentes de outras espécies de corais encontradas no Brasil.

As cobras-corais possuem hábitos predominantemente noturnos. Durante o dia, costumam permanecer sob o solo, folhas, troncos em decomposição, raízes e pedras.

Apesar da aparência, elas não costumam apresentar comportamento agressivo. No entanto, podem morder quando alguém as manuseia ou as coloca em situação de ameaça.

Veneno exige atenção

A cobra-coral possui presas pequenas e fixas na parte anterior da boca. Essa característica faz parte da dentição proteróglifa, comum entre serpentes que utilizam esse mecanismo.

Mesmo sem comportamento agressivo, a espécie oferece risco quando ocorre contato direto. Seu veneno possui ação importante sobre o organismo humano e pode provocar consequências graves.

Por isso, a orientação é evitar qualquer tentativa de captura por pessoas sem treinamento. Ao encontrar uma serpente, o ideal é manter distância e acionar equipes especializadas.

Chuvas aumentam atividade das cobras

As cobras-corais, assim como outros répteis, apresentam maior atividade durante períodos quentes e chuvosos. Nos meses frios e secos, elas costumam reduzir a movimentação externa.

Após períodos de chuva, os animais podem sair em busca de alimento. A dieta inclui principalmente sapos e rãs, além de insetos e outros répteis.

A espécie encontrada em Iporã possui comprimento médio de aproximadamente 60 centímetros nos machos. Nas fêmeas, o tamanho pode chegar a cerca de 70 centímetros.

Após a captura, a cobra foi solta em uma reserva ambiental próxima à AABB. A medida permitiu devolver o animal ao ambiente adequado sem riscos para moradores.

O que fazer ao encontrar uma cobra-coral

A principal recomendação é não tentar tocar ou capturar a serpente. Mesmo que o animal permaneça parado, a aproximação pode provocar uma reação defensiva.

Crianças e animais domésticos também devem ser afastados do local. Além disso, moradores devem evitar qualquer tentativa de matar ou remover o animal.

O mais seguro é acionar uma equipe especializada para realizar a captura. No Paraná, o Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo telefone 193.

Em caso de encontro com o animal

Mantenha distância: não se aproxime nem tente tocar na serpente.

Isole o local: afaste crianças e animais domésticos para evitar acidentes.

Não ataque nem capture: não tente matar, bater ou pegar a cobra com as mãos ou ferramentas improvisadas.

Chame ajuda especializada: acione o Corpo de Bombeiros pelo 193, a Defesa Civil ou a Polícia Ambiental.

O que fazer em caso de picada

Em caso de acidente, a vítima deve manter a calma e evitar esforços físicos. A movimentação intensa pode favorecer a circulação do veneno pelo organismo.

O local da picada deve ser lavado apenas com água e sabão. A vítima também precisa buscar atendimento médico imediatamente.

Não faça cortes na região atingida e não tente sugar o veneno. Também não utilize torniquetes ou substâncias caseiras sobre o ferimento.

O atendimento deve ocorrer o mais rápido possível em um serviço de saúde. O tratamento específico para o envenenamento por coral envolve o soro antielapídico, conforme avaliação médica.

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.