Caso das Primas: mulher que abrigou “Dog Dog” revela detalhes dos últimos dias do suspeito
A mulher que morava com Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog” e “Sagaz”, prestou depoimento à Polícia Civil. A oitiva ocorreu após a operação que terminou com a morte do suspeito.
A ação policial ocorreu na sexta-feira, 21, em Mandaguari, na região de Maringá. A identidade da mulher não foi divulgada pelas autoridades. Segundo o relato prestado ao delegado, ela conhecia Clayton havia muitos anos. Os dois, conforme afirmou, sempre mantiveram uma relação de amizade.
A mulher disse que Clayton estava hospedado na residência havia cerca de uma semana. Ela também afirmou que nunca havia visto uma arma dentro do imóvel. Além disso, a depoente declarou que, segundo as informações que possuía, Clayton pretendia se entregar às autoridades. A afirmação foi apresentada durante o depoimento à Polícia Civil.

Suspeito fugiu e fez morador refém
A mulher estava na residência quando os policiais chegaram para localizar Clayton. No entanto, o suspeito conseguiu fugir pelos fundos da propriedade. Em seguida, ele entrou em uma casa vizinha e fez um morador refém. Clayton acabou morto a tiros durante a abordagem policial.
A defesa da mulher afirmou que os fatos ainda estão sob apuração. Os advogados também negaram que ela soubesse dos objetos encontrados durante a diligência. Segundo a defesa, a simples presença dela no imóvel não comprova posse ou domínio sobre os materiais localizados. A nota ressalta que os objetos podem pertencer ou estar relacionados a terceiros.
“Embora estivesse presente no imóvel no momento da diligência, Jessica afirma que não tinha conhecimento acerca dos objetos encontrados no local, tampouco exercia posse ou domínio sobre eles.”
Os advogados também destacaram que a presença da mulher na residência não permite atribuir responsabilidade automática pelos objetos encontrados. A defesa reafirmou que ela exercerá plenamente seus direitos legais.
“A mera presença no imóvel não permite atribuir automaticamente responsabilidade por objetos pertencentes ou relacionados a terceiros.”
Por fim, os advogados afirmaram que a mulher terá garantidos o direito de defesa, a presunção de inocência e o devido processo legal. As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas.
Quem era “Dog Dog”
Clayton Antonio da Silva Cruz tinha 39 anos e era considerado foragido desde 29 de abril. A Polícia Civil o procurava havia meses.Os investigadores apontavam Clayton como principal suspeito de envolvimento no desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida. As duas jovens tinham 18 anos.
Letycia e Sttela foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril. Naquela ocasião, elas estavam em uma boate de Paranavaí. Clayton aparece com as duas jovens no último registro conhecido. Ainda no mesmo dia, as primas deixaram de manter contato com seus familiares.
Atualmente, a principal linha de investigação da Polícia Civil indica que as jovens podem ter sido vítimas de um duplo homicídio. As investigações continuam. Clayton também era procurado por um mandado de prisão. A ordem judicial estava relacionada a um roubo cometido em 2023, em Apucarana.

Polícia monitorava endereço
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil ao GMC Online, parceiro do site OBemdito, os investigadores receberam dados sobre o paradeiro de Clayton aproximadamente uma semana antes da operação.
A partir dessas informações, o endereço passou a ser monitorado pelos policiais. O suspeito também havia sido relacionado a um roubo ocorrido em 7 de agosto. O crime teria acontecido em São João do Ivaí. A investigação sobre esse caso também ajudou a Polícia Civil a chegar até o local.
Na manhã de sexta-feira, quando os policiais chegaram à residência, Clayton tentou escapar pelos fundos. Durante a fuga, ele entrou em outro imóvel. O morador contou que foi feito refém. Segundo ele, Clayton entrou na casa, foi até a pia e pegou um garfo.
Ainda conforme o relato, o suspeito teria usado o objeto para ameaçar atacá-lo. Pouco depois, a ocorrência terminou com a morte de Clayton durante a abordagem policial.
De acordo com a Polícia Civil, Clayton também usava o nome falso de “Davi”. Ele se apresentava dessa forma para algumas pessoas em Cianorte. Além dos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”, o suspeito era conhecido por frequentar festas e baladas. A polícia investigava seus deslocamentos e possíveis contatos.
Segundo suspeito é preso em Umuarama
Além da morte de Clayton, a operação resultou na prisão de um segundo homem. Ele é suspeito de participação no desaparecimento das primas Letycia e Sttela. A prisão ocorreu em Umuarama, também na manhã de sexta-feira, 21. A Polícia Civil realizou a ação dentro da operação relacionada ao caso.
Michel dos Reis Costa, conhecido como “Magrão” ou “Primo”, foi preso na sexta-feira (21), durante as diligências realizadas pela polícia para esclarecer o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida.
O suspeito foi localizado e preso em Umuarama durante a operação que avançou nas investigações sobre o paradeiro das jovens. Durante a ação, os policiais também apreenderam uma arma de fogo calibre 9 mm e coletes balísticos.
Michel já possuía mandados de prisão preventiva relacionados aos crimes de roubo e tráfico de drogas. Após a prisão, a Justiça decretou sua prisão temporária por 30 dias, período que pode ser renovado por mais 30.

Suspeito indicou local dos corpos
Conforme a investigação, Michel teria participado da ocultação dos corpos das duas jovens. Depois de ser preso, ele forneceu aos investigadores informações sobre o local onde os corpos haviam sido escondidos.
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A partir dessas informações, equipes policiais seguiram até uma região de mata em Paraíso do Norte, onde localizaram os restos mortais no ponto indicado. O material foi recolhido pela Polícia Científica do Paraná para os procedimentos de identificação.
Com informações: OBemdito/GMC online
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