Graca Graça Milanez Publisher do OBemdito

Para onde vão as lâmpadas descartadas pelos umuaramenses? OBemdito responde

A engenheira ambiental Marcella Scarassatti, que coordena ação de destinação correta de resíduos no Planalto. - Foto: Graça Milanez/OBemdito
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Graça Milanez - OBemdito
Publicado em 23 de agosto de 2026 às 18h57 - Modificado em 23 de agosto de 2026 às 18h57

Uma lâmpada queimada não deve ser descartada junto com o lixo comum. Quando o destino é inadequado, o material pode representar risco ao meio ambiente por conter substâncias que exigem cuidados específicos no descarte.

O principal é com o mercúrio, substância presente em determinados tipos de lâmpadas, especialmente as fluorescentes, que pode contaminar o solo e a água quando o material é descartado de forma inadequada.

Por isso, essas lâmpadas precisam ser encaminhadas para sistemas de logística reversa, que permitem a recuperação de materiais como vidro, alumínio e cobre, além do próprio mercúrio, que pode ser tratado e reaproveitado pela indústria.

O problema é que, muitas vezes, o consumidor não sabe onde levar as lâmpadas. OBemdito pesquisou e encontrou onze pontos de coleta: em lojas de material elétrico e em supermercados [confira abaixo].

Em cada unidade, há uma caixa adaptada para receber as lâmpadas com segurança, evitando que se quebrem durante o armazenamento. A cada três meses, o material é recolhido pela Reciclus, organização responsável pela logística reversa de lâmpadas, e encaminhado para reciclagem.

Daqui, milhares de lâmpadas vão para São Paulo

A Reciclus é gestora da logística reversa de lâmpadas no Brasil, sediada em São Paulo/Capital. Sem fins lucrativos, a entidade possui 4.021 pontos de coleta espalhados por todos os estados do país.  

O volume recolhido mostra a dimensão da iniciativa. Só o Planalto, por ano, repassa à Reciclus aproximadamente três mil lâmpadas tubulares e 5.600 lâmpadas compactas, totalizando cerca de 8.600 unidades que deixam de ser descartadas de maneira inadequada.

Quem acompanha o projeto é a engenheira ambiental da rede, Marcella Scarassatti. Segundo ela, além de simples, a iniciativa não representa custo para a empresa e produz um benefício ambiental significativo.

“É um projeto que não gera custo e tem um benefício muito grande. E o sucesso dele também nos estimula a buscar e implementar outras ações sustentáveis.”

Além das lâmpadas

A coleta de lâmpadas faz parte de um conjunto de ações adotadas pelo Planalto para dar destinação adequada a diferentes tipos de resíduos gerados nas lojas.

Materiais como papelão e plástico são separados e encaminhados para uma cooperativa de Umuarama. O óleo de cozinha descartado é recolhido por uma empresa de Cianorte, enquanto os ossos vão para uma fábrica de ração de Loanda. Tudo vendido.

Já os resíduos de hortifruti que não têm mais condições de comercialização são doados a pequenos agricultores, que aproveitam em suas propriedades para fazer adubo (compostagem).

“A lógica é a mesma: em vez de tratar diferentes materiais simplesmente como lixo, identificamos possibilidades de reaproveitamento”, destaca Marcella.

No caso das lâmpadas, a iniciativa continua oferecendo ao consumidor um caminho simples para fazer a sua parte: levá-la até uma das lojas da rede e colocá-la no local de coleta.

Onde descartar: Lojas de material elétrico: Comtel, Eletroluz, Antares e Casima. Supermercados: Planalto – Big, Anchieta e Multiatacado; Amigão – Avenida Manaus e Avenida Paraná; Atacadão da Avenida Portugal; e Atacadão da Avenida Ângelo Moreira da Fonseca.

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