“Justiça sendo feita”, diz irmã de vítima de chacina de Icaraíma após prisão de suspeitos
A prisão dos quatro investigados pelo quádruplo homicídio de Icaraíma trouxe alívio à família de Alencar Gonçalves de Souza, uma das vítimas do crime. As capturas ocorreram nas primeiras horas desta terça-feira (18), um ano após o desaparecimento dos quatro homens.
Em conversa com o OBemdito, Alesandra Gonçalves de Souza, irmã de Alencar, afirmou que espera que os responsáveis sejam responsabilizados não apenas pelas mortes, mas também por outros crimes que, segundo ela, teriam cometido ao longo dos anos.
LEIA TAMBÉM: Buscariollo formavam núcleo de organização criminosa especializada, diz delegado
“Eu espero daqui pra frente, assim como eu, meu pai, meu irmão Adílio, que está em São Paulo, que eles paguem. Paguem não só por essa morte, mas por todo o mal que eles causaram para a sociedade”, afirmou.
Alesandra também destacou a expectativa de que a Justiça avance após a prisão dos investigados. “Que seja feito a Justiça. A gente recebe como um alívio, né? Graças a Deus, justiça sendo feita”, disse.
Confiança na investigação
Durante o período em que os principais suspeitos permaneceram foragidos, Alesandra manteve uma postura de confiança em relação às autoridades responsáveis pelo caso. Em agosto, quando a chacina completou um ano, ela havia relatado ao OBemdito que preferia aguardar o trabalho da Polícia Civil em vez de fazer cobranças públicas.
Após as prisões, essa confiança voltou a ser mencionada pela irmã de Alencar. “Como sempre, que eu afirmei, a confiança na polícia, né? A gente conseguiu isso através deles. Fizeram um ótimo trabalho”, declarou.
Para a família, a prisão dos investigados representa uma mudança importante depois de meses de espera por respostas. Alesandra afirmou que o pai também recebeu a notícia com felicidade.
“Meu pai também, muito feliz. Ontem foi o aniversário dele. Acho que não existe melhor presente pra gente hoje, meu pai, que a Justiça sendo feita”, contou.
Quatro investigados foram presos
A Polícia Civil do Paraná confirmou nesta terça-feira (18) a prisão de quatro investigados pelo quádruplo homicídio ocorrido em Icaraíma, em agosto de 2025.
Paulo Ricardo Costa Buscariollo e Antônio Buscariollo, pai e filho, foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo. Durante a abordagem, os dois tentaram fugir e acabaram capturados em uma área de mata.
Outro filho de um dos foragidos, Carlos Eduardo Buscariollo, foi preso em Santa Bárbara d’Oeste (SP). O quarto investigado já estava detido por outro crime. Segundo a Polícia Civil, as localizações foram possíveis após trabalhos de inteligência e monitoramento.
“Desde a identificação dos suspeitos, a PCPR permaneceu empenhada em sua localização e empregou todos os recursos disponíveis para sua prisão”, afirmou o delegado Izaías Cordeiro, chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
O delegado Thiago Teixeira, do Departamento de Operações Especiais (Dope), explicou que os policiais passaram a acompanhar os investigados depois de identificar o local onde estavam escondidos.
“Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura”, afirmou.
Segundo ele, Paulo e Antônio tentaram escapar durante a ação em Rio das Pedras, mas foram alcançados pelos policiais na mata.
Um ano de espera
O caso completou um ano em agosto. Alencar, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Mariscalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram e foram mortos no dia 5.
A investigação apontou que Alencar havia contratado os três homens que vieram de São Paulo para cobrar uma dívida relacionada à negociação de um sítio em Icaraíma. Os quatro foram vistos juntos pela última vez em uma panificadora da cidade.
Posteriormente, a Polícia Civil concluiu que eles foram vítimas de uma emboscada. Os corpos foram encontrados depois de buscas realizadas na região.
_______________________________________________________________________________________
ESTÁ EXPRESSAMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, PARCIAL OU INTEGRAL DESTE CONTEÚDO (TEXTO E IMAGENS) SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DO SITE OBEMDITO, SOB PENA DE CONSEQUÊNCIAS LEGAIS PREVISTAS NA LEI Nº 9.610/98.





