Luiz Fernando Publisher do OBemdito

Policial civil é condenado a quase 6 anos de prisão por desviar caça-níqueis em Umuarama

Agente do Gaeco ao lado de máquinas caça-níqueis apreendidas na Operação Alcova.
Foto: MPPR
Policial civil é condenado a quase 6 anos de prisão por desviar caça-níqueis em Umuarama
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 07h15 - Modificado em 18 de agosto de 2026 às 07h17

Um policial civil foi condenado a 5 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado por desviar máquinas caça-níqueis apreendidas em Umuarama. O agente também foi condenado à perda do cargo público e ao pagamento de aproximadamente R$ 12,1 mil em multa pelo crime de peculato.

A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente a ação penal apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR). Cabe recurso da decisão.

O processo é resultado da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa investigada pela exploração de jogos de azar e jogo do bicho no município.

Policial desviou sete máquinas caça-níqueis

Segundo as investigações, o policial civil teria se aproveitado das facilidades proporcionadas pelo cargo para desviar sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial.

Os equipamentos foram transportados durante a noite, fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada. Em vez de seguirem para o depósito, as máquinas foram levadas até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso.

Posteriormente, uma delas foi encontrada pela polícia novamente em funcionamento em um dos bares ligados à organização.

Operação Alcova teve outras condenações

Além do policial civil, quatro pessoas foram condenadas por envolvimento no esquema: um empresário apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, proprietários de dois bares e o responsável pelo gerenciamento dos equipamentos.

Conforme a decisão, os estabelecimentos mantinham de forma estável pontos de apostas com máquinas caça-níqueis, equipamentos de apostas e aplicativos de bingo.

O empresário recebeu pena de 6 anos, 4 meses e 10 dias, além de aproximadamente R$ 75,9 mil em multa. Um dos réus que administrava um bar foi condenado a 5 anos, 4 meses e 5 dias, além de multa de cerca de R$ 2,1 mil.

Os outros dois réus receberam penas de 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, além de multa de aproximadamente R$ 2,6 mil para cada um.

(Com informações MPPR)

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