Paraná

Um ano após chacina de Icaraíma, delegado diz que investigação continua como prioridade

Nesta quarta-feira (5), a chacina que abalou Icaraíma e mobilizou forças de segurança de todo o Paraná completa um ano. Em entrevista concedida ao OBemdito, o delegado Thiago Andrade Inácio afirmou que as investigações continuam como prioridade absoluta da Polícia Civil do Paraná.

Responsável pelo caso desde os primeiros dias, o delegado relembrou que havia assumido a delegacia da cidade havia apenas dois meses, após deixar a academia de polícia, quando se deparou com um dos episódios mais complexos de sua carreira.

LEIA TAMBÉM: A geografia do crime e o desafio para encontrar os suspeitos da chacina de Icaraíma

“Icaraíma foi a minha primeira lotação. Dois meses depois de eu sair da academia em Curitiba, aconteceu esse crime bárbaro, de alta complexidade, aqui na cidade”, afirmou.

Segundo ele, as equipes perceberam rapidamente que não se tratava de um homicídio comum. A forma de execução, a eliminação de vestígios e a organização dos envolvidos exigiram o apoio de setores especializados da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública.

“Conforme as horas foram passando, nós percebemos que se tratava de um grupo altamente organizado e detalhista. A investigação precisou se aprofundar em um nível mais avançado”, disse.

Desde o início das apurações, o caso contou com o apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da inteligência da Polícia Civil e do Núcleo de Investigação Qualificada, responsável pela análise de dados e pela elaboração de relatórios técnicos.

Busca por respostas

De acordo com Thiago Andrade Inácio, a prioridade das autoridades continua sendo esclarecer as circunstâncias do crime, identificar todos os participantes e buscar a responsabilização criminal dos envolvidos.

“Desde o início, nós demos total prioridade para a investigação. Em nenhum momento a Polícia Civil deixou de procurar provas, informações para captura, prisão e condenação dos envolvidos na morte das quatro vítimas”, afirmou.

O delegado ressaltou que o suporte da Secretaria de Segurança Pública e da cúpula da Polícia Civil permanece integral, mesmo um ano após o desaparecimento e a localização dos corpos.

“As famílias podem ficar tranquilas que a Polícia Civil está trabalhando incessantemente para dar uma resolução para esse caso”, declarou.

Laudos descartam tortura

Durante a entrevista, Thiago Andrade Inácio também comentou informações divulgadas nos últimos meses sobre a possibilidade de as vítimas terem sido submetidas a tortura e cárcere privado antes das mortes.

Segundo ele, os laudos produzidos pela Polícia Científica e os elementos reunidos ao longo da investigação não sustentam essa hipótese.

“Todos os laudos, relatórios e informações produzidos ao longo da investigação não confirmam nenhuma linha de tortura nem de cárcere privado. O que houve foi uma execução sumária e, logo depois, a ocultação dos cadáveres”, afirmou.

Passados quase 12 meses desde o crime, a investigação segue em andamento, enquanto familiares das vítimas aguardam respostas e a conclusão de um dos casos mais emblemáticos da história recente do Noroeste do Paraná.

Relembre o caso

A chacina de Icaraíma ocorreu na madrugada de 5 de agosto de 2025 e mobilizou forças de segurança de todo o Paraná. As vítimas foram Alencar Gonçalves de Souza, Carlos Henrique de Souza, Cleiton de Souza e Marcos Vinícius de Souza, que desapareceram após saírem juntos no município.

As investigações apontaram que os quatro homens foram executados e tiveram os corpos ocultados em uma área de mata da região. O caso provocou uma grande operação policial, que contou com a participação da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), além de equipes de inteligência e da Polícia Científica.

Ao longo dos meses, diversas diligências foram realizadas, incluindo buscas, perícias e a coleta de depoimentos. Segundo a Polícia Civil, a apuração revelou a atuação de um grupo criminoso organizado, que teria planejado a execução e adotado estratégias para dificultar a identificação dos autores e a produção de provas.

Rudson de Souza

Recent Posts

Jovem atropelado na calçada passa por cirurgia de seis horas e segue na UTI em Umuarama

O jovem Miquéias Marques Gomes, de 25 anos, passou por uma cirurgia na coluna na…

44 minutos ago

Caminhada contra o feminicídio acontece em Umuarama nesta quarta-feira

A população de Umuarama está convidada para a 4ª Caminhada do Meio-Dia de Combate ao…

48 minutos ago

LG Importados anuncia Crazy Week com descontos de até 50% e prepara 4 dias de ofertas

Entre os dias 6 a 9 de agosto, a LG Importados participará da primeira Crazy…

1 hora ago

Republicanos decide não apoiar candidato à Presidência em 2026

Republicanos anunciou que não apoiará nenhum candidato à Presidência em 2026 e deu liberdade para…

2 horas ago

PCPR prende dois devedores de pensão alimentícia em Umuarama e Maria Helena

Mandados de prisão civil foram cumpridos em Maria Helena e Umuarama durante a Operação Crisálida,…

2 horas ago

Mamaço marca programação do Agosto Dourado do Norospar em Umuarama

Mamaço Norospar será realizado em 22 de agosto e marca a programação do Agosto Dourado,…

2 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais