Filho adolescente encontrou mensagens no celular da mãe e ajudou a revelar investigação sobre suposta encomenda de morte (Foto Reprodução Banda B)
A frase “apagar uma infeliz do mapa” aparece em uma das conversas que, segundo a Polícia Civil, ajudaram a revelar o plano de uma mulher de 41 anos suspeita de encomendar a morte de uma servidora pública em Abatiá, no Norte do Paraná. A investigada foi presa preventivamente após a descoberta de mensagens que indicariam a tentativa de contratar alguém para executar o crime.
De acordo com a investigação, a suspeita teria passado a responsabilizar a servidora pela decisão judicial que levou ao acolhimento dos três filhos em uma instituição. A polícia apura que a motivação estaria relacionada à perda da guarda das crianças.
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As conversas foram encontradas pelo filho adolescente da mulher no celular dela. O jovem registrou parte do conteúdo antes que as mensagens fossem apagadas e procurou a rede de assistência do município. Segundo o delegado Luis Guilherme Almeida, ele também teria sido ameaçado para não revelar o que havia descoberto.
Nas mensagens analisadas pela polícia e obtidas pela Banda B, parceira do OBemdito, a mulher teria buscado ajuda para encontrar alguém que realizasse o assassinato. Em outro trecho, segundo a investigação, ela teria informado que queria que a vítima fosse morta a tiros e repassado detalhes sobre a rotina da servidora, incluindo informações sobre o local onde o veículo dela permanecia estacionado.
A Polícia Civil afirma que a suspeita teria oferecido R$ 3 mil pelo crime. Um homem apontado como possível intermediário confirmou ter sido procurado e apresentou informações que auxiliaram na investigação. O ataque não chegou a ocorrer porque o plano foi descoberto antes da execução.
A perícia realizada nos aparelhos celulares também identificou imagens da servidora e de outros funcionários públicos, segundo os investigadores, indicando possível acompanhamento das rotinas das pessoas envolvidas.
A prisão preventiva foi cumprida na sexta-feira (10), em Abatiá. Conforme a Polícia Civil, a decisão judicial considerou a gravidade do caso e a suposta ameaça feita contra o próprio filho. A mulher é investigada por tentativa de homicídio duplamente qualificado.
(Com informações e imagens da Banda B)
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