Luiz Fernando Publisher do OBemdito

Anvisa desmente mito sobre alho como antibiótico natural

Dentes de alho em uma mesa.
Foto ilustrativa: Magnific
Anvisa desmente mito sobre alho como antibiótico natural
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 3 de julho de 2026 às 16h30 - Modificado em 3 de julho de 2026 às 16h30

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre uma informação falsa que voltou a circular nas redes sociais: a de que o alho pode ser utilizado como um antibiótico natural. Segundo a agência, embora o alimento possua substâncias com efeitos benéficos para a saúde, não há comprovação científica de que ele trate infecções bacterianas ou substitua medicamentos como a amoxicilina.

De acordo com a Anvisa, esse tipo de desinformação pode colocar pacientes em risco ao incentivar a interrupção ou a substituição de tratamentos prescritos por profissionais de saúde.

Alho tem benefícios, mas não é medicamento

A agência explica que o alho contém compostos como a alicina, associada a propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, cardioprotetoras e imunomoduladoras. Esses efeitos, no entanto, não significam que o alimento tenha ação antibiótica comprovada em seres humanos.

Embora estudos de laboratório indiquem que a alicina possui ação antimicrobiana e antifúngica, isso não é suficiente para comprovar que o alho seja eficaz no tratamento de infecções ou que possa substituir medicamentos desenvolvidos especificamente para esse fim.

Antibióticos passam por testes rigorosos

A Anvisa ressalta que os antibióticos comercializados no Brasil passam por anos de pesquisas, estudos clínicos e avaliações antes de receberem autorização para venda.

Para obter o registro sanitário, os medicamentos precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia, atendendo a uma série de exigências regulatórias da agência. Já o alho é classificado como alimento e não foi aprovado como medicamento para tratar infecções.

Por isso, a recomendação é que infecções bacterianas sejam tratadas apenas com medicamentos prescritos por profissionais de saúde. A Anvisa orienta a população a desconfiar de receitas divulgadas nas redes sociais que prometem substituir tratamentos médicos sem respaldo científico.

(Com informações Anvisa)

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